sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Homem x Mulher em 140 caracteres

Hoje eu te apresento alguns dos meus posts no twitter, que falam sobre mulher, homem e a relação entre eles. A primeira mensagem escrevi numa noite em que estava com muito sono e por causa do vício não desligava o PC. O sono então me trouxe um "surto de inspiração". Depois de escrever várias frases, resolvi juntar todas e finalmente estou aqui, apresentando pra você!
PS: Todas as mensagens eu escrevi sem copiar de lugar algum. Se for parecida com a frase de algum pensador famoso, é mera coincidência.


  • Não pergunte para uma mulher "Você está de tpm, né?". Mesmo que ela esteja, isso soa como um insulto. #ficadica

  • Não pergunte para uma mulher "Vc vai assim?". Mesmo q seja em tom de elogio, ela vai se sentir insegura e vai te odiar por alguns segundos.

  • Tire alguns minutos para reparar nas atitudes de um homem diante de uma mulher bonita que ele acaba de conhecer. Parece uma criança boba.


  • Não compare sua mulher com uma amiga, prima... Por mais q a comparação seja banal, como tamanho da unha, ela vai odiar você e a mulher tb.

  • Segura de si e muito bem resolvida é a mulher que reconhece que aquela moça que o cara achou linda é realmente deslumbrante.

  • Um elogio masculino pode salvar a vida de uma mulher. Se ele elogiar, é porque reparou. Se ele reparou, é porque ela chamou a atenção.

  • Não fique muito tempo encarando uma mulher que vc sabe q está de tpm. Ela com certeza vai achar q vc está reparando nos defeitos dela.

  • O homem que se esforça e consegue reparar que o sapato da mulher está combinando com o look dela, ganha mais q o coração dessa mulher.

  • O cara consegue ganhar uma mulher mais rápido se elogiar o anel dela, ao invés de chamá-la de gostosa. (há excessões)

  • Duas mulheres seguem na rua. O cara grita "Aô delícia". A que olhar para trás, começar a rebolar e/ou mexer nos cabelos é a perigueti.

  • Não adianta querer mudar, é instinto do homem olhar para o corpo das mulheres. Eles olham e sempre vão olhar.

  • "Ódio", "saco cheio", "não aguento mais" e afins ficam mais constantes no vocabulário de uma mulher de tpm.

  • Um plano para saber se uma mulher está de tpm: Alugue uma comédia romântica bem besta. Se ela chorar, está de tpm. Se ela ODIAR, também!

  • Uma mulher de tpm é um perigo no trânsito. Ela faz coisa errada e ainda paga pra entrar na briga!

  • Mesmo ñ gostando de ir shopping e ficar olhando vitrines, tendo manias bem feias, ñ enxergar detalhes (...) os homens são sim encantadores!

  • ...os homens são sim encantadores! Principal e especialmente aquele que a gente ama.

  • Quando uma mulher reclamar do mundo, estiver com dor de cabeça e disser que dava tudo pra ficar em casa, não a contrarie, ela está de tpm!

  • Quer deixar uma mulher intrigada? Olhe para ela, finja que comentou alguma coisa com um amigo e dêem risadinhas. Ela vai ficar louca!

  • A maior ilusão feminina é acreditar que pode mudar um homem.

  • A maior ilusão masculina é acreditar que a mulher vai desistir de tentar mudar um homem.

  • A curiosidade somada à boca grande da mulher fazem dela um perigo.

  • As mulheres que reclamam que homem "só quer saber do corpo" são as feias.

  • ou: As mulheres que reclamam que homem "só quer saber do corpo" são as mal resolvidas.

  • Nem todas as mulheres que são bonitas, são bem resolvidas.

  • Pior que mulher bonita mal resolvida é mulher feia que se acha. (tá, parei de gracinhas. Hiahsdiuah...)

  • O prazer de ser homem está em contemplar a existência da mulher bonita. O prazer de ser bonita está em humilhar a existência da mulher feia.

  • O homem que não se garante precisa chamar a atenção da mulher de alguma forma. Os mais idiotas exibem carro, som potente, roupa de marca...

  • "Estou com dor de cabeça" é a forma mais delicada da mulher dizer ao esposo "cala a tua boca e vê se dorme!"

  • Homens: O que vem primeiro, a mulher ou o dinheiro?

  • Qual o objetivo do homem em mexer com uma mulher na rua? Ele acha que ela daria alguma moral par ele, assim, na rua mesmo? #dúvidafeminina

  • Pq um motoqueiro (ou ciclista) qndo vê uma mulher na rua, empina moto (ou bike)? Axa q ela vai dar moral só pq ele faz 'manobras radicais'?

  • As mulheres já sabem que os homens que contam muita vantagem, na verdade não fazem nada. Os que realmente fazem, não se gabam (tanto).

  • Toda mulher se derrete qndo um homem elogia seus cabelos/ sapatos/ bolsa... Parece idiota, mas se sentir bem por isso é natural da mulher.

  • A mulher se sente bem ao ser elogiada fisicamente, assim como o homem se sente bem quando outro cara elogia seu carro/ moto/ mulher...

  • Homem: aparecer do nada, com uma simples rosa nas mãos, deixa qualquer mulher caidinha. Mulher é muito, muito fácil de se conquistar!

  • Mulher é muito desconfiada e curiosa. Em alguns casos, essa combinação pode ser fatal.

  • Assim como nem todos os homens ficam se mostrando com som potente e carro equipado, nem todas as mulheres gastam o dinheiro além do limite!

  • O sapato é lindo e está em promoção, mas não combina com ela nem com nenhum look dela. Mesmo assim, ela compra. Por quê? #mistériofeminino

  • Ela não assume, mas no fundo odeia toda e qualquer mulher que não conhece e que chega sorridente cumprimentando seu namorado/marido/noivo.

  • Os homens mais insuportáveis vc encontra numa academia de musculação. Eles estão sempre estufando o peito e medindo o braço do cara ao lado.

  • Se o homem não compra presentes, não é romântico... a mulher reclama. Quando ele resolve mudar, ela suspeita. #mistériofeminino

  • os homens não deviam confiar 100% no amigo gay da namorada/esposa/noiva.

  • "Ai, ele é gay" é a primeira desculpa que surge na cabeça da mulher para despistar o pq de tanta 'gracinha' com outro cara.

  • "Lindos os olhos dela" é uma das primeiras coisas que uma mulher diz para tirar a atenção do homem, que estava em outro lugar na tal mulher.

  • "Que vontade de comer chocolate!!!" é o que ela diz quando está começando a ficar no período da tpm. É como um aviso.

  • O primeiro defeito que a mulher vê na outra, é justamente na parte do corpo em que ela não está satisfeita.

  • Se ela repara nas pernas de outra mulher, é porque não está 100% satisfeita com as suas.

  • O homem mostra uma mulher bonita para o amigo. Para uma amiga, a mulher mostra uma possível ameaça para o relacionamento.

  • Ele diz: "Cara, olha que mina gata" / Ela diz: "Olha aquela mulher. Olha como ela se acha! Olha aquele decote!!! Cuidado com ela..."

  • Mulheres, assim como nós precisamos andar no shopping para relaxar, os homens precisam sair com os amigos pra relaxar também. Entendam!

  • Assim como nosso papo ñ é interessante p/ eles, o papo deles não é interessante para nós.

  • Homens: a mulher nunca vai compreender a necessidade de vcs sairem com os amigos. Ela ñ vai compreender simplesmente pq ñ quer compreender.

  • Homens me fazem rir. O cara pode ter muitos anos de vida, mas qndo vê um jogo violento, um vídeo game e mulheres, ele age como adolescente.


  • Mulher noveleira diz: Por que homem não entende q o que ele tem para falar, pode ser dito depois. Já o capítulo da novela não tem replay!?

  • Homem diz: Por que mulher não entende que o q ela tem para dizer, não precisa ser dito em nenhum momento, muito menos na hora do futebol?!

  • Mulher qndo tem ataques de ciúmes inúteis, chora por nada, implora por chocalate não pode ser contrariada. Mulher na #tpm não se contraria.

  • Homem que tem o costume de elogiar ganha uma mulher facilmente. Mas tem que ser elogios na medida certa. E para as pessoas certas.

  • Aquele que elogia muitas mulheres ao mesmo tempo perde a confiança de todas. Elas pensam "ele elogia qualquer uma, é um galinha mesmo".

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Rafaela Gizzi

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Diário de uma roedora

Hoje eu te apresento o “Diário de uma Roedora”. Relatos da vida de uma roedora que sofre com onicofagia desde os tempos de criança. Que cresceu com a culpa e a necessidade de roer unha. Foi adolescente com certa inveja [boa] das mãos bonitas e unhas grandes das amigas. Tornou-se mulher e ainda luta para resistir à relação das unhas com os dentes. Luta difícil, árdua, cruel. Relação de amor violento. Diário de uma roedora que cresceu, mas as unhas...

[na infância]

Não me lembro exatamente quando foi o primeiro contato entre meus caninos e minhas unhas. Só sei que foi aqueeele amor a primeira vista. Paixão que pega fogo. Relação de amor violento.
E o romance é tão intenso que entra ano, sai ano, e ele continua firme - e forte. Os encontros acontecem várias, milhares, incontáveis vezes ao dia. E sempre uma das partes sai ferida. Na maioria das vezes – diria até todas as vezes – os dedos são as vítimas. Eles saem destruídos, doloridos, vez ou outra acompanhado de gotículas de sangue minando da área violentada. Mas eles não desistem e sempre estão lá, procurando os caninos, com força e velocidade. E estes, por sua vez, executam sua função ferozmente. E assim segue um misto de dor com prazer. Sangue e saliva. Língua, dente, unha, dedo, pele. A vontade de consumar uma separação é tomada pela inexplicável força superior que faz com que os dedos alcancem a boca.

Nas contas de minha mãe, os meus indícios de roedora começaram com uns 8 anos, pra menos. Diz que cerca de 20% a 30% das crianças de 7 a 10 anos são roedoras ferozes. Mas os que mais sofrem com a relação “unha e dente” são os adolescentes. Há tratamentos e terapias que nunca fiz. Mas várias psicologias infantis já foram aplicadas pela minha mãe. Em vão, claro!

Com os constantes fracassos, começou a partir para a ignorância. Por todos os meus 8, 9, 10, 11, 12, 13 anos eu ouvi berros:

- Tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiraaaa esssa mããããooo da boooocaaaaa!!!!

- Pááááááááraaaa de roer essas unhaaassss!!!!!!!!

Mas era incrível. Justamente quando minha mãe me mandava “parar de roer unhas”, eu não estava roendo unha. Nesses casos a vítima já era a cutícula. Ou até mesmo a ponta dos dedos. Porque unha que era bom, já não se fazia suficiente.

Mas os gritos já não intimidavam. Era tirar os olhos de mim, os dedos corriam à boca.

Já tomei tapas nas mãos, na boca... e quando errava acertava o olho mesmo, o nariz, ia tudo no rumo, não interessa. O que importava era que a mão saísse da boca.

Já ouvi a historinha da pimenta no dedo. Das bactérias que entram na barriga (que não deixa de ser verdade, pois o ato de roer unha é como um transporte dos germes que estão embaixo da unha para a boca). Do dedo que pode cair. Do esmalte com gosto amargo. Nada, nada disso intimida um roedor nato. Já cheguei a ouvir até uma história, mais ou menos assim:

- Quando você rói, você engole aquele pedacinho da unha. O pedacinho vai parar no seu estômago e pode até furar seu órgão. [sim, pasmem, eu já ouvi isso]

- Mas... – eu respondia – eu não engulo o pedaço da unha. Eu cuspo.

- Nãão interessa, sempre entra um pedacinho sem você perceber.

- Hum... – nesse momento já não mais respondia, eu pensava comigo mesma, para não dar mais pano pra manga – eu cuspo o pedaço todo da unha. Não engulo nada. Eu cuspo! – repetia comigo – Eu cuspo, cuspo...

É, é muito nojento. Mas todo roedor faz isso e acha super normal. Põe a unha entre os dentes, corta, cospe. Põe outra unha entre os dentes, rasga, cospe. E assim vai. Tá, dependendo do lugar, não dá para cuspir. Então o dedo indicador e o polegar do roedor se encontram, formando uma espJustificarécie de pinça e, num movimento discreto [o roedor acha que é discreto], o pedaço de unha é retirado da ponta da língua e descartado em seguida.

[na adolescência]

Nunca chegaram a colocar pimenta nos meus dedos [não que eu me lembre]. Na época que estava um pouco maior, ou como diriam os iletrados, mais grandinha, eu comecei a apelar para os esmaltes. Já usei aquele com gosto ruim, sabe?! É... Foi uma experiência engraçada.
Você passa o esmalte e se sente poderosa. “Não vou ousar colocar a mão na boca com esse esmalte nojento”
Passa alguns minutos, um momento de distração e... “Arrrgggt”.

Lembro-me como se fosse hoje. Aquele gosto estranho que se espalhou por toda a língua [mais ou menos quando você come uma banana verde, que “amarra” sua boca]. Naquele momento você se arrepende com todas as suas forças de ter colocado o dedo na boca. Pior ainda, de ter inventado de passar esse maldito esmalte.

Na segunda armadilha da distração, o gosto parece mais ameno. Na terceira, você já não liga. Aí nas vezes seguintes você já se acostumou com aquele maldito gosto e a armadilha cai por terra. É hora de partir pra outra. Ou permitir a relação “unha e dente” de uma vez.

Maaass as mães não desistem nunca. Com a esperança de levar a filha em uma manicure e sair de lá com as unhas pintadas com um lindo esmalte, a minha mãe tentou apelar para o psicológico. Era abrir a carteira e... cai um papelzinho: “Filhinha, roer as unhas faz mal à saúde”. Abrir o caderno e... um recadinho diferente: “Amor, pára de roer unha, sua mão está ficando feia”. A cada recado o apelo ia ficando mais intenso. Mas... Parecia que as palavras carinhosas não surtiam efeito. Vários e vários outros recados foram escritos. Com sucesso? Am... adivinha?

Sim, ela desistiu. E os recadinhos acabaram. Nesse momento eu já começava a perceber que ela tinha razão. Que minhas mãos estavam horríveis, desprezíveis, se comparadas às das minhas amigas que iam à manicure toda semana e pintavam as unhas com cores escuras e lindas.

- Aff, manicure, coisa de gente fútil. – era o que eu pensava, ou melhor, me convencia para não aceitar que eu morria de vontade de “fazer as unhas” e usar esmaltes coloridos, vibrantes, lindos...

Mas nuuuunca que ousarei ir à uma manicure sendo que nem unha tinha para lixar e pintar. Cutícula? Que nada. Haviam resquícios de peles que o alicate nem alcançaria. Quantas e quantas vezes fiz ferida no dedo, saindo sangue e a cutícula já nem crescia mais direito. Ai se eu ousasse ir à uma manicure, todo o salão ficaria olhando aqueles dedos estranhos, machucados, inchados, sem unha... Definitivamente, manicure não!

Precisava agir. Sozinha.

Estoques de esmaltes. Passa esmalte, tira esmalte, passa esmalte, tira esmalte... até a unha ficar um pouquinho maior. E ela crescia! Crescia porque ao invés de cortar a unha com os dentes, meus caninos trabalhavam para retirar o esmalte. Isso permitia um crescimento.

E eis que elas ficavam grande e moles e frágeis e quebradiças. Impossível ficar com as unhas inteiras sem esmalte. E haja acetona, algodão e esmaltes coloridos. Tive até um esmalte que brilhava no escuro. Aquele era o máximo.

Mas... era um quebradinho e... eu me entregava. As nove unhas inteiras eram sacrificadas por conta de uma que quebrou sozinha. Me rendia ao sacrifício prazeroso de roer. Retomei minha vida de roedora.

[pós-adolescência]

Já havia me entregado de vez e me assumido uma roedora eterna. Perdi a guerra para mim mesma. Mas perdi a guerra porque no fundo, eu não queria ganhar. Eu não queria acabar com o prazer de roer. Trucidar as unhas com os dentes era muito mais prazeroso que ficar olhando, só olhando, as unhas grandes, com esmalte.

Meus dedos já estavam feios. O ato de ficar puxando a pele da cutícula com a boca já estava me causando a chamada paroníquia crônica, que é a infecção da pele ao redor das unhas, caracterizada por inchaço, vermelhidão e aumento da sensibilidade. O dermatologista Marcelo Bellini, professor da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Estética, explica que essa doença interfere no formato das unhas e compromete seu crescimento. Tinha vez que um dedo passava mais de semanas inchado. A cutícula não crescia mais. E as unhas... cada vez mais fracas.

E agora, passada a adolescência, precisava ter mãos de mulher. Mãos bonitas e delicadas. Foi aí que comecei uma nova batalha. Com muuuuuiiiiiiiitttttooooo esforço e muiiiiiitoooo esmalte também, tenho conseguido fazer as unhas ficarem compridas por mais de um mês.

No momento estou de esmalte. E quando vou à manicure volto feliz da vida [como toda roedora que consegue ir à manicure]. Sempre passo cores fortes. Vermelho é meu preferido. E tem justificativa: Com esmalte escuro eu não ouso colocar a unha na boca e estragar o esmalte e ficar aquela coisa feia saindo e com aspecto de mão suja.

Hoje o prazer de olhar para as unhas grandes e de receber elogios é muito maior que o prazer de devorá-las entre os dentes.

Por isso que eu digo: mães, desistam de quaisquer tipo de psicologia. Há sim tratamento para a onicofagia. Tratamento com remédios, terapias. Mas como afirma a psicoterapeuta Maura de Albanesi, pós-graduada em terapia corporal, “a força de vontade vale muito mais”. E é justamente a força de vontade que acaba com a mania, ou vício. E a força de vontade só virá quando a pessoa sentir que suas mãos já estão feias o bastante, já sangraram o bastante, já incharam o bastante.

O motivo para uma pessoa se tornar um roedor, segundo os médicos, é a ansiedade, angústia, falta de segurança, muita timidez, solidão, estresse, nervosismo... No meu caso, talvez seja ansiedade.

Ok, não estou totalmente liberta, ainda. Acredito que quem é um roedor desde criança, morre roedor. Mas tenho me controlado bastante. Estou de esmalte nas unhas neste momento, e sempre me pego com o dedo na boca. Seja passando o dente por debaixo da unha, seja tentando puxar uma pequena cutícula. A relação de amor violento entre minhas unhas e meus caninos não terminou. Mas agora as unhas engataram num relacionamento muito mais sério: com o esmalte. É uma relação bem menos violenta, onde ninguém sai prejudicado, ferido. Quando o esmalte está saindo, a acetona entra em cena com o algodão. Imediatamente uma outra camada de esmalte vem, sem deixar a unha pensar no dente. E assim vai... eu tentando uma separação e forçando uma nova relação de amor.

É muito emocionante poder desenhar florzinhas, ir à manicure, passar esmalte vermelho... Dá pra fazer até francesinha! É acho que as unhas já se apaixonaram pelo esmalte.

E os dentes? Sim, eles sentem muita falta das unhas. Mas nas horas de resistência, os dentes travam uma batalha contra a pelinha do canto da boca. Outra relação de amor violento. Morde, puxa, sangra. E em seguida eu ouço um berro: “Páááááááárrraaaa de mooooorrddeeerrr esssaaaa boooccaaaa!!!! Queeeee maaaaniiiiaaaa maaaiiiisss feeeiiiiaaa”.

Minha mãe não desiste, nunca.


















Unha e dente: uma relação de amor violento, onde os dedos sempre saem doloridos, sangrando...



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Rafaela Gizzi

sábado, 8 de novembro de 2008

Falando no Silêncio

Como eu não gosto de ver o blog sem atualizar por muito tempo, aproveito a “minha vez” de postar e deixar aqui a minha apresentação de hoje.

Espero que agora as atualizações fiquem mais freqüentes, contando que o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Carlos, e o meu também, já estão prontos, não temos mais desculpas. Só falta apresentar para a banca. Segunda-feira (10/11) é a minha vez. No meu próximo post, o meu TCC será apresentado aqui!

Bom, infelizmente eu não anotei e me esqueci de muitas das coisas que eu pretendia escrever no blog. Mas hoje me veio uma idéia, que eu achei bem pertinente. Por conta disso a apresentação da vez não se trata de nenhum artista, nem banda, nem música, nem vídeo, nem livro... Hoje quero apresentar-lhes um “mundo” diferente. Mundo este que eu conheci mais a fundo nesse ano e, mesmo conhecendo pouco já gostava, agora me apaixono cada dia mais.

Acredito que nem todos conheçam o mundo dos Deficientes Auditivos, mais conhecidos como Surdos. Primeiramente é necessário esclarecer que a expressão surdo-mudo não é correta, porque a pessoa surda não fala simplesmente porque não ouve. Eu particularmente não sabia disso e percebo que muitas pessoas ao meu redor também não conhecem. Um surdo pode vir a falar, fazendo tratamento com fono. [Tratamento este que é muito curioso!]

Os surdos são sim normais, eles apenas não ouvem e por conta disso se comunicam com a linguagem de sinais – LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. A língua de sinais é diferente conforme regiões. Muitos sinais utilizados pelos surdos aqui no Mato Grosso do Sul são diferentes dos utilizados pelos surdos de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, enfim... É como nosso sotaque. Gírias. Coisas assim, que são diferentes de região para região. Assim como os sinais daqui não os mesmos de outros países. É como diz Eulália Fernandes (2003): “como todas as línguas orais-auditivas, não são universais, isto é, cada comunidade tem a sua”. O sinal de "Eu amo você", muito usada pelos surdos aqui, foi adotada do inglês "I Love You".

O “mundo” do silêncio é bem diferente do universo dos ouvintes. A primeira língua de um surdo é a LIBRAS, a segunda língua é o português oral e/ou escrito. Existe uma cultura surda, uma identidade. Se você acha que não sabe sinais e por isso vai se comunicar escrevendo para um surdo, você vai se surpreender. A construção das frases deles é completamente diferente da nossa. Não espere lógica em um texto escrito por um surdo. As palavras são colocadas em ordens diferentes das que nós utilizamos. Eles não conhecem a nossa Gramática. Não utilizam “de”, “e”, “do”, “que” ... pronomes de ligação. As exclamações e interrogações, para eles, não são símbolos (? !) e sim expressões faciais.

É complicado descrever. Eu ainda estou aprendendo. Faço curso de LIBRAS, estou no nível intermediário e já sei alguns sinais. Mas a parte de construção das frases eu ainda estou enfrentando dificuldades. Para que você tenha uma noção do que eu quero dizer:

Eu digo - Eu não vou poder viajar
Um surdo diz - Não eu viajar poder

Quer mais? “Blusa feio comprar não”, “Gostar não carne, preferir frango, peixe”... E por aí vai. E por aí vai complicando mais...
Percebem que é um “mundo um pouco complicado”?
Você conseguiria atender um surdo que entrasse em sua loja? Você conseguiria ensinar um aluno surdo que entrasse na sua turma? Você brincaria com uma criança surda? Você conseguiria se comunicar com eles?

Pretendo não me estender mais. Gostaria de ter separado um material com informações bem mais consistentes. Mas como o tema foi pensado de última hora, fico já fico por aqui. Depois dessa breve apresentação, deixo alguns vídeos interessantes relacionados ao tema e deixo também o desafio para você procurar mais sobre esse mundo, que é fascinante! Fascinante porque trabalha com expressões faciais, movimento corporal, postura, visual... Fascinante porque muito pode ser dito sem uma palavra ser pronunciada. Também aprendemos muito no silêncio. Sem abrir a boca, posso me comunicar com muitas pessoas.

Na net podemos encantrar um dicionário de LIBRAS. Nesse dicionário você pode conhecer vááááários sinais e ainda entender um pouquinho de tudo o que eu gostaria de apresentar-lhe.

Algumas palavras, cumprimentos, perguntas básicas... são demonstrada neste vídeo.

E através desses endereços, você pode encontrar outros, se lhe interessar!
E aí, você conhece algum surdo?
Você conhece o “mundo surdo”?
Não?! Então psiiiiiiu... e vem cá que eu te apresento!!!

(Lembro-me que quando criança, eu tinha um calendário pequenino e na parte da frente tinha o alfabeto em LIBRAS. Como se fosse ontem, me recordo que guardava aquele calendário antigo na minha carteira e ficava horas e horas treinando e aprendendo letra por letra. Comecei a treinar meu nome e acahava que eles só se comunicavam com os sinais do alfabeto. Não fazia a menor idéia de que a palavra "sorriso", por exemplo, tinha um sinal específico. Para mim, essa palavra, entre todas as outras, era descrita letra a letra)

O alfabeto é pouco utilizado. As letras se fazem mais presentes quando é necessário escrever o nome de alguém, por exemplo.


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Rafaela Gizzi

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O leilão

Oi pessoal. Estava com muitas saudades. Ausentei-me durante esse longo tempo, por problemas com a meu TCC. Como todo brasileiro, deixei para última hora e me ferrei. E paguei caro por isso. Uma das coisas que tive que deixar de lado, foi o blog. Uma grande paixão na minha vida. Reservei um tempo da correria do TCC e deixo aqui meu relato sobre uma experiência muito legal.


Na sexta-feira eu tinha ido dormir depois das 4 da manhã.

Quando foi 9 horas da manhã de sábado. Meu celular tocou. Não lembro o toque, já que mudo ele praticamente todos os dias. Mais garanto: era um legal.

Quando vi quem era, meio que assustei.

Era a Ariane. Ela nunca me liga, e se estava ligando, era para um motivo especial.

- Oi Ari! (Eu a chamo de Ari)

Estava bêbado de sono imagina minha voz!

- Oi Charles. (É assim que ela me chama). Tenho um super convite pra te fazer.

- Hmnmn. Diga. (com aquela voz de sono)

- Hoje vai ter um leilão do Hélio Coelho Produções. Topa ir???

- Lógico. (nesse momento eu despertei) To pronto já.

Depois de desligar o telefone eu fui e me troquei rapidão, já que o Firmino ia me dar uma carona. Queria chegar antes de começar o grosso do leilão.

O evento foi no Tatersal de Elite (local destinado a leilões) da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul – Acrissul.

O dia estava muito quente, e o salão do tatersal estava lotado. Quando cheguei lá estava a Ari me esperando em uma mesa, com o Diego, seu namorado e meu amigo.

Ficamos os quatro lá na mesa, que estava na boca da baia onde os animais eram apresentados a ofertas.

O leilão estava sendo transmitido ao vivo pelo Canal do Boi, e como trabalho na empresa, fiquei procurando alguns conhecidos. Enquanto dava aquele geral, prestei bem atenção nos tipos que estavam no recinto.

Produtores rurais. Grandes fazendeiros. Famílias curiosas. Mulheres pecuaristas. E muito outros tipos humanos faziam parte do lugar.

O fluxo de garçons com petisco de amendoim, refrigerante, cerveja e wisky era intenso. Pra começar fiquei somente no amendoim e no refrigerante, já que tinha acabado de acordar.

Entre nossa mesa e a baia de apresentações, ficavam os pisteiros, que são as pessoas responsáveis em anotar os lances dos produtores rurais, enquanto os leiloeiros ficavam lá anunciando os lances e gritando: QUEM DÁ MAIS. QUEM DÁ MAIS. DOU-LHE UM. DOU-LHE DUAS. DOU-LHE TRÊS. VENDIDOOOOOOOO.

Pra quem já assistiu filmes que têm cenas de leilão, de qualquer tipo, pode ter uma idéia de como é a loucura de um leilão.

A manhã foi passando e a sede foi aumentando. Quando não agüentava mais, estiquei o braço para frente de fiz sinal com o dedo. Só que nesse momento, uma pisteira olhou pra mim e disse. AAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Meu coração parou, minha respiração acelerou.

MEU DEUS!!!

FIZ UM LANCE.

A vaca já estava em mais de 18 parcelas de dois mil reais.

Meu primeiro pensamento foi: o que eu vou falar pro meu pai quando eu chegar em casa com uma vaca valendo mais de 30 mil reais?

Meus amigos da mesa estavam TENSOS.

Tudo se resolveu quando eu agi pelo bom senso e fui até aquela discreta senhora que anunciou meu lance, para falar que eu apenas queria um pouco mais de refrigerante (a garçonete na hora do meu “lance” estava atrás dela) e não arrematar uma vaca. Ela ficou puta da vida e me deu o maior ralo. Até de irresponsável ela me chamou.

Depois da puteada, voltei para a mesa que nem guri cagado. QUIETO.

Passado alguns minutos, foi servido o almoço.

Arroz com brócolis. Um pedação de contra filé mal passado (eca!). Salada de rúcula com tomate seco. Farofa. E um bom copo de cerveja para acompanhar.

Até que estava gostoso.

Engana-se quem pensa que esse foi o momento em que as pessoas se retiravam da mesa para ir embora. É justamente depois do almoço que o wisky começa a rolar.

Do nada começam a surgir barulhos de copos arranhados. Línguas entalando. Gelo sendo mexido com o dedo.

Os murmúrios começam a aumentar e as pessoas começam a fazer os lances. Os pisteiros ficam loucos com tanta mão levantada. Cada ânimo exaltado é narrado pelo leiloeiro. As mais simples ações são gravadas pelas lentes do Canal do Boi. E eu na minha mesa bebendo cada momento no leilão, lógico sempre com as mãos nas pernas e quietas.

Do meu canto bebendo uma cervejinha, vi animais sendo arrematados por mais de 300 mil reais. Muito fora da minha realidade de acadêmico e estagiário.

Vi muitos homens do campo muito estressados, por não terem arrematado aquilo que queriam. Vi os olhos do dono dos animais brilhando, com tanto lance. E me vi, admirado com aquele mundo que eu nunca tinha participado.

Um leilão, desses como eu fui, serve para eu pensar como a sociedade é segregada, isto é, como as pessoas se diferem das outras, de acordo com o mundo em que vive. Ali vi um pequeno grupo de fazendeiros prósperos, que há muito tempo já juntaram sei primeiro milhão. E, apenas 15 metros de onde eu estava, vi um vendedor de picolés e um “cuidador” de carros. Pessoas essas que se conseguirem juntar 500 reais no final do mês, já podem ser consideradas pessoas vitoriosas.

Sai de lá com esse pensamento, de como existem uns com tanto e outras com tão pouco. Era inevitável que não me viesse a pergunta: quem será o mais feliz?

Aquele que ficou decepcionado por não ter arrematado o boi que queria, ou aquele que ganhou cinco reais para cuidar de um carro?

Ficou essa dúvida no ar.

Fui embora com a certeza de que um dia quero voltar a um leilão. Se eu for dar lance (esse real), eu não sei.

Só sei que o clima é muito bom e a cerveja bem gelada.

Quem nunca foi em um leilão, deve ir.

Agora eu faço aquela pergunta que estava demorando para fazer.

Você já foi em algum leilão?

Não?

Eita, então deixa que Eu te apresento!

--
Carlos Nascimento Jr.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Isso que é Música para os Meus Ouvidos

Puxa!! Que saudade de fazer apresentações por aqui.

Sabe, eu estava com várias opções em mente. Mas nenhuma delas era do meio musical. Sempre que eu faço um post, já fico pensando no próximo. Então você deve imagiar o quanto eu fiquei pensando neste, né?! Estava numa dúvida imensa!! Não sabia o que escolher. Sempre fico pensando se você já não conhece, se você iria gostar, se determinada escolha já não é conhecida demais para apresentar-lhe, enfim... fico pensando em um montão de coisas.

As possibilidades para este post ficarão para os próximos. E apesar deu ter pensado, pensado e pensado, acabei escolhendo algo que não estava nem na minha “listinha” para esse post.

Depois que li o comentário da Marina dizendo “tô precisando de dicas musicais”, desisti de todas as possibilidades que eu vinha pensando e assim, de última hora, lembrei-me de um vídeo que eu assiti e que é siplesmente LINDO. O vídeo, a música, a voz do cantor... é tudo tão lindo. Sublime. É realmente música para os ouvidos!

Assisti esse vídeo em um desses dias que já ficaram pra trás. Foi em um congresso de Dança & Arte que teve na Primeira Igreja Batista de Campo Grande, a igreja que eu frequento.
A música começou e eu fui ficando apaixonada pela letra, pela melodia da música. As cenas do vídeo. Do começo ao fim, só digo que é apaixonante!

Já ouviu falar em Kevin Prosch? Se nunca ouviu, aqui está uma oportunidade de conhecê-lo, nem que seja somente uma música, assim como eu conheço.

Não sei nada sobre a vida dele. Não pesquisei sobre a carreira dele nem a quantidade de CD’s gravados e músicas autorais. A única música que ouvi já me satisfez. Mas dou essa brecha para você, se gostar, conhecer outras músicas também.

Harp In My Heart. É essa a música!
E esse é o vídeo.

Não vou me estender muito nessa apresentação. Deixo apenas o link para que você assita, leia a tradução, ouça uma, duas, três vezes... veja as imagens, repare na doçura das frases, na simplicidade, na sinceridade da letra. Assista e entenda que essa música foi feita para Alguém real. Alguém verdadeiro. Alguém que merece muito mais que as melhores letras e melodias desse universo pobre. Alguém que merece tudo o que temos, que merece... mas não exige nada. Apenas ama. E te espera.

[Os melhores momentos da minha vida são vividos com Ele. E é pra Deus que eu canto: Há uma harpa em meu coração e só Você pode tocá-la...]

Seja você cristão ou não, assista! Nem que seja pelas imagens do vídeo. Eu amo essa diversidade racial. Essas diferenças nas cores, cortes, estilos de cabelos. Nas cores da pele. Nas diferenças de altura e gordura. É tão lindo sermos diferentes uns dos outros, e mesmo assim, sermos iguais. xD

A apresentação de hoje foi essa única música. Ou se preferir, esse cantor de voz maravilhosa.
Se você não conhecia, agora já pode apresentar para outras pessoas.

Você não conhece? Eu te apresento:
Kevin Prosch cantando “Harp In My Heart”.
Espero que goste..!

Fique com Deus! ;)


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Rafaela Gizzi

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Gosto? Cada um tem o seu!

Sempre quando eu escrevo algum texto para o blog, fico imaginando o que as pessoas que estão lendo estão pensando sobre mim.

Quem lê as palavras que eu escrevo nem imagina que as bandas, músicas, filmes e outras coisas mais que apresentamos aqui, são uma pequena parte dos meus gostos.
Que tal a gente recapitular tudo que fiz por aqui?

Já escrevi sobre Amy Winehouse, Mariana Aydar, Teatro Mágico, etc.

Acho que nem a Rafa sabe que meu gosto musical vai muito além do que as pessoas chamam de “cult”.

Mas peraí?

Tudo mundo sabe o que significa cult?

De acordo com nossa amiga Wikipédia, cult ou clássico cult é a denominação dada a tudo que seja relacionado com a cultura popular (cinema, quadrinhos, televisão, música, games, etc.) que possua um grupo de fãs dedicados.

Então ser cult é gostar de tudo aquilo que está na mídia ou não.

Eu por exemplo gosto de música. (ponto)

Gosto de escutar tudo que toca na rádio, nas festas, nos shows, na rua.

No pen drive, por exemplo tenho várias pastas de músicas. Elas passam de Edith Piaf, Gal Costa, Zeca Pagodinho, Funk (esse não podia faltar NUNCA), Beth Carvalho, passa também pelas regionais de Mato Grosso do Sul, como Tetê Espíndola, Ana Paula & Juliana, Talysson e Tarsila, além das internacionais como Maná, Pink, Mamas and the Papas, Bob Marley, Cher, Fatboy Slim e para terminar não podia faltar a pasta de trilhas dos filmes.

Comecei a realizar que meu gosto é meio doido quando fui para Rondônia em 2004, e tive contato com aquela banda que eu adoro. A Banda Calypso.

Isso mesmo, aquela banda de Belém do Pará, que tem a Joelma como cantora e o Chimbinha como “guitarrista”.

Quando vi pela primeira vez aquela mulher com um barrigão de 8 meses, dançando, cantando, rebolando e rodando foi amor a primeira vista. Rsrsrsrsrs

As músicas são muitos gostosas de escutar e tem um ritmo que faz com que os mais “chatos” musicalmente, pelo menos batam os pés no chão. As letras geralmente tratam das maravilhas do estado de origem da banda, de amores perdidos, de situações do catidiano.

Além da Banda Calypso, tem Calcinha Preta, Mastruz com Leite, além do Aviões do Forró, com a super música Bebe, Caí e Levanta, que está fazendo o maior sucesso aqui em Campo Grande.

Deixando um pouco de lado esse meu lado meio brega, vôo direto para o Rio de Janeiro. O funk é uma grande paixão musical que tenho. O ritmo é envolvente, a batida é uma delícia e as letras trazem além das situações rotineiras dos morros cariocas, tratam de preconceito, da relação homem/mulher, além daquelas letras podres que sempre que escuto me divirto.

O pagode é algo que eu gosto bastante, por ter suas raízes no samba.

Gosto de música eletrônica, por ser algo que realmente é muito bom de ouvir. Eu infelizmente não sei todas aquelas variações de house, psy, trance, e todos aquels nomes estranhos que sempre ouço na fila do Garage (uma boate muito boa aqui de Campo Grande que toca eletrônico).

Saindo dessas “modernidades” vamos voltar as origens musicais de nossos pais, o sertanejo. Confesso que não gosto muito daqueles sertanejões de antigamente. Mas escuto quando estou no carro com meu pai. Porém adoro música de raiz. Gosto mais daquelas duplas “violada” está fazendo muito sucesso. São nessas festas que escuto as duplas mais talentosas, como Maria Cecília e Rodolfo e aquelas duplas que citei lá em cima.

Saindo do plano sertanejo, eu também escuto muito aquelas cantoras que já morreram, como Carmem Miranda (a primeira e única que levou o Brasil para os EUA em sua melhor forma, a forma musical), gosto muito de música francesa, principalmente da cantora Edith Piaf (outra que elevou a França a exportadora de música, não só de vinho). Entrando nas cantoras nacionais contemporâneas, escuto muito de Cássia Eller, Elis Regina, Maysa, Clara Nunes.

Porém se engana quem pensa que meu leque não abre mais, eu escuto muita música católica. Sou bem atuante no cenário religioso aqui em Campo Grande. Acho que as letras de determinadas músicas, principalmente das que eu citei, te afastam um pouco de Deus (por determinado tempo, lógico), e que as músicas religiosas, que enaltecem sua grandeza, te traz de volta ao plano Dele. Elas são agradáveis aos ouvidos e fazem bem a alma. Está enganado que as músicas religiosas que eu escuto são aquelas melosas e chatas. Os estilos que permeiam a religiosidade musical são muitos: forró, sertanejo, reggae, rock, axé, pop, entre outros. Algo realmente muito bom de se ouvir.

Além de todas essas bandas, músicas e estilos diferentes que elenquei, também escuto muito trilhas de filmes, como Oompa Loompa, do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate; She's a Maniac, de Flashdance; e toda a trilha de Moulin Rouge, Chicago, Hairspray, Dreamgirls, O Fabuloso Destino de Amelie Poulin; Juno, e mais um monte de outras músicas de muitos filmes, e algumas peças de teatro, como Miss Saigon e O Fantasma da Ópera.

Depois de tudo isso que eu falei de mim aqui, você poderá ter uma vaga idéia de como eu passo o meu tempo livre em casa. Escutando música e mais música e sempre descobrindo novas coisas para apresentar a vocês.

Agora eu faço a pergunta que eu mais gosto de fazer:

Não conhece?
Eu te apresento!

Vocês acabaram de saber um pouco mais do meu gosto musical.
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Carlos Nascimento Jr.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Sem infância, sem refúgio, com dor...


Às vezes tenho vontade de ter o ‘dom’ de controlar o tempo. "Paaassa logo! Pááára agora!"... Mas sabe, isso não seria tão bom assim. Me lembro do filme
Click. Creio que as coisas aconteceriam comigo da mesma forma. No final eu iria me arrepender profundamente.
Por que estou dizendo tudo isso? Porque as coisas andam um bucado corridas. Ao mesmo tempo em que parece que não estou tendo tempo pra nada, eu percebo que ando exagerando. Vai saber o que realmente está acontecendo... Se tá tudo corrido ou não, nem sei mais. Só sei que é meio lamentável ver o blog assim. Eu bem que tento tirar um tempinho para escrever aqui e para ler os favoritos. Mas... aiai...


Bem, penseeeei muito em "o que apresentar no meu próximo post". Na verdade estava pensando nisso desde quando postei anteriormente. Até que hoje me decidi.

Uma das atividades que têm me tomando tempo (e dinheiro) é o meu TCC (trabalho de conclusão de curso). Na verdade, a faculdade está uma loucura essas semanas de trabalhos e prova. E como o meu tcc tem invadido minha mente desde o momento em que acordo até a hora de dormir, ele me inspirou na apresentação de hoje.

O meu trabalho é um documentário, por isso ele me fez lembrar de um documentário que assisti há um bom tempo, logo no comecinho do curso, lá na faculdade.

“Flor de Pessegueiro”
Que nome mais... suave.
Mais... delicado. Né?!

O documentário que leva esse nome também deveria ser suave e delicado, porque as personagens (reais) são meninas, mulheres, mães, filhas, pequenas, grande. Só que não há tanta suavidade assim no que a gente vê.

O que faz quebrar toda essa delicadeza e suavidade feminina é a situação em que essas mulheres se encontraram.
Depois que assisti, eu nunca mais me esqueci de tudo aquilo que eu (vi)vi e senti.

É um documentário simples, dirigido pela jornalista Ângela Bastos. A trilha, que eu não me lembro porque nessa época eu ainda não tinha um olhar diferenciado quanto às produções áudios-visuais, pelo que eu li, também é fantástica.

Os sentimentos começam a se misturar enquanto você assiste esse documentário. Começa a ficar um misto de raiva, nojo, pena, aflição, caridade...
O que te faz sentir tudo isso é o fato de que essas protagonistas relatam a história da vida delas e da(s) filha(s) que sofreram abuso sexual. São heroínas que decidiram ‘romper o silêncio’ e conseguiram uma forma de ‘gritar’ a dor de todo esse processo que muitas das vezes passa invisível aos olhos das mães.

Todos os depoimentos foram colhidos por Ângela em cidades da região metropolitana de Florianópolis. São mulheres, ao mesmo tempo diferentes, mas com um ponto em comum.

São filhas, são crianças que foram abusadas pelo próprio pai, ou pelo patrão da mãe, ou pelo padrasto... São sempre esses homens (se é assim que posso chamá-los), tão próximos da criança, que deveriam ser uma figura de confiança para ela, que acabam destruindo a vida de uma menina e, inclusive, da mãe.

Não sei explicar o porquê que esses casos são, grande parte deles, invisíveis aos olhos da mãe. Ela não percebe, não vê... Talvez acredite que isso seria demais para acontecer na própria família e por isso desconsideram o fato de alguma coisa do tipo estar acontecendo, né?!

Vou relatar alguns casos que são retratados no documentário. Como não me lembro de pequenos detalhes, tive como base informações que achei na internet.

Um dos fatos ocorreu com uma menina de 7 anos que era sexualmente abusada pelo dono do restaurante em que sua mãe trabalhava. Um dia, a mãe da garota achou estranho um sangramento vaginal da menina e por conta disso, foi ao médico. Lá, aquela mulher de branco proferiu palavras que derrubaram a vida de uma mãe: "A mãe não desconfia de nada? Mãe, sua menina foi abusada".

Outro? Quer outro soco na boca do estômago? Sente esse: Uma garotinha que, aos 4 anos e 3 meses contou para a mãe que era abusada pelo pai. Aquelas agressões sexuais levaram a criança a manifestar seu desespero, entre outras atitudes, através de desenhos de árvores em formato de pênis.

Tenho certeza que essas mulheres nunca mais vão se esquecer do dia, do tom da voz, do olhar dessas crianças revelando esses acontecimentos. Assim como as vítimas nunca vão se esquecer do sofrimento, da dor de não ter um pai suficientemente homem, que possam respeitá-las na sua infância, na sua inocência.

O fato que deu o nome ao documentário é o caso de uma menina que foi sistematicamente abusada pelo pai dos 12 aos 22 anos. Depois que os pais se separaram ela foi morar com o homem que deu-lhe a vida. A garota era surda desde os 2 anos de idade e depois de um bom tempo conseguiu recuperar a audição graças a uma cirurgia. A garota é bonita, delicada... é uma menina, uma jovem, uma garota, hoje uma mulher... A mãe dela conta que quando era pequena, a filha dormia tão suavemente que a chamava de “minha flor de pessegueiro”. Com menos de 30 anos, Anahí Guedes falou ao documentário com seu rosto a mostra, ao lado de sua mãe Marlete.

Já imaginou? 10 anos sofrendo na mão de um ser estúpido (para ser bem educada), sem compartilhar aquela dor com ninguém. Naquela mistura de medo, revolta, desespero e nem sei mais o que deve se passar com uma menina que passa por isso.

O pior é pensar que milhões de “Flor de Pessegueiro” poderiam ser feitos pelo mundo a fora. Com milhões de personagens reais diferentes. Porque esse é um FATO que ocorre todos os dias... a qualquer hora, em qualquer casa.

Agradeço a Deus por eu nunca ter passado por isso. E sinto que preciso é orar por essas florzinhas de pessegueiro que sofrem isso dia após dia.

Ah se pudéssemos transmitir esse documentário em horário nobre no canal aberto de maior audiência... Ahh se colocássemos esses sentimentos “guela a baixo” das pessoas... Ah se conseguíssemos abrir os olhos e travar uma luta contra esses covardes que ainda são chamados de homens, porque ninguém sabe da covardia da atitude deles.
[...]

Vou parar por aqui. Estou desabafando demais e já apresentei o que eu pretendia para hoje.

Aí está, se você não conhece, eu te apresento!
É um documentário simplesmente tocante:
Flor de Pessegueiro


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Rafaela Gizzi

terça-feira, 3 de junho de 2008

E a Revoada segue da região Pantaneira para o mundo

Depois de um longo e tenebroso inverno, estou eu aqui de volta fazendo umas das coisas que mais gosto de fazer: escrever no blog.
Primeiro peço desculpas pelo “chá de sumiço” que tomei durante nem sei quanto tempo. A Rafa explicou pra vocês o motivo da minha ausência: consegui um novo estágio e estava meio atrapalhado com meus horários. O Canal do Boi é realmente um lugar muito bom de se estagiar, e estou aprendendo muito no programa que sou produtor, o Tecnologia & Produção. Estou mechendo com a área que eu mais gosto, que é TV e na produção. Justamente o que eu fosto de fazer.

Bom, mas como o propósito do blog não se resume a confissões, vou direto ao que interessa tanto a mim quanto a vocês. Uma nova apresentação.

Então vamo que vamo.


Quando eu estava para sair da TV Pantanal, laboratório de TV da Uniderp – onde estudo, ganhei uma pauta muito legal de uma super amiga minha, a Crislaine, para ir cobrir o ensaio de um grupo de música de Campo Grande.

Confesso: eu num fui muito com a cara da pauta. Não gostei.


Quando eu estava para sair para a rua, eis que encontro quem??? Isso mesmo, a Rafa.


Chamei ela na hora para ir comigo. Se a pauta não fosse boa, eu teria uma super companhia: a dela.

E fomos.

Chegando no lugar vi um monte de gente com camisas brancas, chapéus, calças de boiadeiro, botas, violas caipiras, berrantes, percussão, violinos.


Peraí!!!


Como assim violinos????

Quando fiz esse pergunta o André Viola, o maestro, apenas me respondeu:


Seja bem vindo a Revoada Pantaneira.


ADOREI!!!

Antes de conhecer o grupo, vamos aos significados!

Revoada de acordo com o dicionário google tem dois significados. O primeiro deles é Vôo da ave que volta ao ponto de partida. E o segundo é Bando de aves em vôo. Já, Pantanaira remete a área do Pantanal, que para os que não sabem é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

Depois de todos esses significados, a Revoada Pantaneira pode ser considerada uma orquesta de pássaros em pleno vôo, e esse vôo pode ser caracterizado por todos os instrumentos que permeiam o grupo.

O ensaio começa com o som dos passarinhos. Depois uma leve percussão. Derepente eu escuto um coro de violas caipiras, devia ter umas 10. Quando eu me acostumo com o som, do nada vem o som daquele instrumento que achava eu, não combinava em nada com o ambiente: o violino. E para fechar com chave de ouro o momento, o som do instrumento que é símbolo de Mato Grosso do Sul, o berrante.

A música era Menino da Porteira.

Durante a matéria, descobri que a Revoada Pantaneira se formou em abril do ano passado (2007), quando André sentiu a necessidade de fazer algo diferente. Os músicos que hoje integram o grupo, são alunos que o maestro tinham, que se mostram interessados em participar dessa aventura.

O repertório é composto de músicas regionais como Chalana, Trem do Pantanal, Menino da Porteira além de moda de viola e outros estilos voltados para a música raiz. Sempre objetivando contagiar a todos com alegria e simplicidade divulgando este trabalho por todo o Estado.

Assim que cheguei no local do ensaio já bati o olho em Viviany Vasques, a única, eu disse A ÚNICA, mulher violeira no meio de tantos homens. Tomei coragem e fui lá perguntar para ela como ela se sentia sendo a única diferente no meio.

E, com toda simplicidade de uma mulher violeira e linda, diga-se de passagem, ela me responde que como a música sertaneja estava em sua formação musical, se sentia muito bem no meio deles, pois eles faziam com que ela se sentisse assim.

Sempre que falo da Revoada para os amigos, eles me perguntam:

O que fez você gostar tanto do grupo?

E eu sempre respondo:

Não sei o que me encantou. Só o que sei dizer é que o som que eles fazem me agradou de um tanto que sempre quando eu fecho os olhos e fico em silêncio, ainda consigo escutar todas aquelas músicas que eles tocaram para a TV Pantanal.

Uma pena eu não conseguir encontrar nenhum vídeo para mostrar todo o encanto dessa revoada de pássaros. Mais aqui vai uma dica: dia 20 de junho, os que moram em Campo Grande e região podem conferir essa passarada no Teatro Prosa, que fica dentro do Sesc Horto, a partir das 20 horas.

EU VOU. E você? Vai?

Os que se interessaram podem conferir a agenda da Revoada Pantaneira na comunidade deles no orkut.

E, como eu adoro falar e estava com saudades, pergunto a vocês:

Sabe a Revoada Pantaneira?

Não conhecem?

Eu te apresento!!!!
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Carlos Nascimento Jr.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

"Quando a gente muda, o mundo muda com a gente"

Hoje já é sexta-feira e eu tenho certeza absoluta que meu colega Carlos Celso não vai mais postar nenhuma novidade nessa semana. Segundo ele, anda muito ocupado e não teve tempo ainda. Tudo bem, eu perdôo. Já que ele conseguiu um estágio novo, no Canal do Boi, exatamente na área de TV, que ele ama!

Por conta disso, resolvi então publicar algum texto, só para o blog não ficar uma semana inteirinha desatualizado. Segunda-feira já era meu dia de blogar mesmo... Decidi antecipar alguns dias. E outra, deu vontade de quebrar a regra de postar só na segunda. Ah não! É regra pra tudo na vida... Deixa-me ser livre pelo menos no meu blog!!


Esses dias atrás eu fui à faculdade, e por estar no último ano do curso (não sei se isso é normal) ando tendo poucos dias de aula. Num desses dias em que eu me desloco de casa até a faculdade só para ouvir a professora me dizendo uma frase, resolvi que não voltaria para casa. Poderia fazer esse meu tempo um pouco produtivo. Idéia: Fui para a biblioteca.

*Confesso para os colegas que sou bastante preguiçosa para ler. Apesar de gostar muiiiito de textos e livros e incentivar as pessoas a lerem. Por mim eu moraria dentro de uma biblioteca. O meu problema é que quando eu começo a ler, me dá um sono!!! Rsrs... Mas quando encontro O livro... ahhh... aí eu não consigo tirar os olhos das páginas. Quero devorá-lo!*

Bom, voltando à biblioteca. Cheguei lá e fui direto na seção de livros de jornalismo. Claro! Olhando tudo aquilo pensei: Cara! Quatro anos dentro daquela faculdade, com acesso livre e gratuito àqueles livros e eu, até hoje, não li (praticamente) nada daquilo tudo.

Olhando um por um, fui pegando os que mais me chamavam a atenção. (E para encurtar a história, vou pular partes e chegar direto no ponto) Sentei e, no meio daqueles que eu havia escolhido, abri “O mistério das bolas de gude – Histórias de humanos quase invisíveis”.

O nome já me chamou a atenção. Que mistério é esse?
Abri, passei algumas folhas, comecei a ler lá pelos meios, e me deu sono! Aff... (Tudo bem vai, aquele dia eu havia acordado super cedo não parei um minuto).
O livro me pareceu muito interessante... Mas tudo bem, deixa para outro dia.

Outro dia daqueles, voltei à biblioteca e finalmente peguei o mesmo livro com o intuito de devorá-lo. Fui lendo e me encantando com as histórias. Gilberto Dimenstein é o autor. Fantástico! Levei o livro pra casa e não parei mais de ler (ainda não terminei)

Mesmo não tendo terminado ainda, já quis apresentá-lo!
“O mistério das bolas de gude – Histórias de humanos quase invisíveis”

A maneira como Dimenstein escreve é muito gostosa de se ler. Ele vai contando suas experiências em guetos e comunidade pobres, muito pobres, contando histórias de crianças, adultos, velhos, que, invisíveis à sociedade, têm muito, mas muito a ensinar. As histórias de vida foram mexendo comigo.

Meninas de 13 anos já se prostituindo. Maneiras grotescas que elas utilizam para abortar e tratam aquilo com naturalidade. Histórias de pais e mães violentos, alcoólatras... Ladrões, traficantes, usuários... Coisas que podem parecer até comuns já, mas que eu não admito e nem quero nunca aceitar isso como normalidade.

O melhor está por vir no livro. O capítulo que ele conta das experiências enquanto morou em Nova York. Comunidades paupérrimas que, por conta de uma pessoa que acredita no ser humano, conseguiu mudar toda a história das pessoas. Tirou crianças das ruas, deu ocupação, atenção, acabou com tráficos e prostituição. Aquilo dá um ânimo!!! Mostra que as mudanças são possíveis sim!!

Aí você fala: Mas lá é Nova York, país de primeiro mundo, diferente da realidade daqui. Não cara! Não é! Lá as pessoas são seres humanos como aqui! São pessoas, gente, seres pensantes e, o mais importante, que têm sentimentos!

Não tem como descrever o pouco que eu já li deste livro e o muito que ele já mexeu comigo.
Quero ser como Dimenstein. Quero usar do jornalismo para tentar mudar histórias de vida, para, pelo menos, ensinar pessoas que, no fundo, querem aprender.

Sabe, eu acredito no ser humano. Eu vejo capacidade naquele menino pedindo dinheiro no sinal. Ele só precisa de atenção. De alguém que demonstre confiança a ele e que acredite nele.

*Ontem, indo para o estágio, vi um homem já velho, subindo a rua quente do sol forte, com os pés no chão, descalços. Ai que vontade de parar e dar meu all star para ele calçar. Eu já tenho tantos! Mas não pude. Tenho hora para chegar ao estágio... Hora, tempo, regras... Não pude.
Imaginam o quanto me senti inútil e incapaz?*

Sinto, dentro de mim, essa vontade de ajudar. De mudar a vida dessas pessoas. De usar do jornalismo para fazer isso. Não precisa ser só área do jornalismo. Isso é uma questão de ser humano. De coração. Mas, quero aproveitar da área em que Deus me colocou para fazer a diferença.

Não quero ficar aqui contando sobre o livro. Fazendo uma sinopse e talz. Isso você pode encontrar em qualquer site, só mabdar o nome do livro no google. A minha intenção aqui é encorajá-lo a ler!
Esse é um daqueles livros dignos de serem comprados, sabe?
De se ter em casa e recomendá-lo à todos.

Estou ainda na página 83, das 190 que completam o livro. Mas essas 83 páginas já me mostraram tantas coisas...
E, para variar, tive uma curiosidade imensa para saber mais sobre Dimenstein.
Procurei no google e encontrei o site dele. Jornalismo Comunitário.
O cara já tem muita história aí no jornalismo, é conhecido. Mas cada dia a gente aprende mais sobre uma pessoa, por mais conhecida que seja, se ela é mesmo boa, cada dia ela oferece um aprendizado a mais.

Mas enfim, está aí a minha apresentação da vez.
Não conhece? Vem cá que eu te apresento:

“O mistério das bolas de gude – Histórias de humanos quase invisíveis” de Gilberto Dimenstein



"O livro é resultado de um velho hábito
do jornalista: flanar, andar
sem destino pela cidade,
descobrir coisas. 'O flanador não
se incomoda de não conhecer o grande
museu. O barato dele é andar,
parar para tomar um café e descobrir
um azulejo perdido, uma escada', diz ele."




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Rafaela Gizzi

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Luxúria que não é pecado

Luxúria. Para o dicionário tem várias definições. Pode ser “viço nas plantas”, “exuberância de seiva”, “libertinagem”, “sensualidade” e “lascívia”. Confesso que essas referências às plantas eu não sabia. Sempre que ouço “Luxúria” logo penso se tratar do pecado capital, relacionados ao prazer carnal. Mas pude conhecer outro tipo de Luxúria e é esse que eu vou apresentar.

O nome é bem convidativo para alguns...
Chama a atenção... Desperta a curiosidade...
Talvez seja exatamente por esses motivos que essa banda foi assim chamada.

A apresentação de hoje é da Banda Luxúria.


Conheci o som deles quando eu trabalhava na rádio da minha universidade.
É uma banda já conhecida, toca muito em rádios.
Mmas resolvi apresentá-la pelo fato do meu colega Carlos Celso não conhecê-la.

-Carlos, você já ouviu Luxúria?
-Não Rafa!
-Você não conhece???? (como se o fato dele não conhecer fosse um absurdo)
-Não... não conheço!
-Beleza, então vou apresentar essa banda no blog! –Pensei comigo.

Vamos às apresentações!

A vocalista Meg Stock (Marjorie Vieira Guarnieri Stock ) e o baixista Luciano Dragão se conheceram e resolveram formar uma banda chamada Boneca Inflável. A banda conseguiu se destacar depois de abrir um show da cantora Pitty. Passado um tempo, mudaram o nome para Luxúria e então a banda começou a figurar nos maiores festivais do país.

Quando lançaram o primeiro CD, Ódio, eles estouraram com o primeiro single do CD, que também se chama Ódio. Aí depois que abriram 3, dos 4 shows da banda Evanescence aqui no Brasil, ano passado, o sucesso só aumentou.

A primeira música que eu ouvi e que estourou na rádio foi Imperecível. A música tocava quase todos os dias. Até então eu nunca tinha ouvido falar, mas meu colega de trabalho na época, tão atento ao mundo musical (diferente de mim), Fabrício Barreto levou a música pra tocar no programa que a gente apresentava.

O primeiro clipe deles que eu vi no youtube foi da faixa 7 do CD, a música Lama. Um clipe muito louco. Aquele tom escuro, a pele branca dela, tatuagens subindo pelo corpo... Muito bom! A princípio a música não me agradou muito. Achei ela muito dramática, parada... Mas confesso que hoje, quando estou de TPM e o CD está no display do meu carro, eu ouço repetidamente essa música. E canto junto. Muito alto!

Fui pesquisar mais sobre a banda e sobre a vocalista quando surgiu a oportunidade de entrevistarmos Meg no programa. A banda viria fazer um show na cidade e a produção conseguiu levá-la ao estúdio.

Para a entrevista procurei bastante sobre ela na internet e fiquei um pouco admirada com a história de vida. Desde pequena ela adorava imitar a Madonna. Virou dançarina, mas ‘largou a atividade aos dezenove anos, quando ficou grávida de seu único filho. Vinícius, hoje com seis anos, é portador de necessidades especiais devido a uma falta de oxigenação no cérebro sofrida durante o trabalho de parto, que durou treze horas. O pai da criança morreu de câncer em meados de 2006.’ Nesse período ela fez confecção de bombons e cestas café da manhã para se sustentar. Tornou-se ainda adepta ao Hare Krishna.

Nos palcos Meg é muito sensual e performática, já arrancou muitas críticas por aí, com gestos e expressões que fazem bastante referência ao nome da banda.

Ganhei um CD quando Meg foi ao estúdio dar a entrevista. Das 12 faixas, vale a pena ouvir uma por uma. No myspace tem algumas que fazem parte do CD. Mas no site mesmo você pode conferir tudo.

Os vídeos são todos muito legais. A banda não economiza em ousadia para produzir. Ousadia talvez seja a palavra que mais combine com a banda Luxúria.

Pra quem está aberto a todos os ritmos e estilos, não se arrependerá de conferir o trabalho deles. É uma banda que já está na mídia e muitos já ouviram. Talvez você também já tenha ouvido, mas não parou para curtir.

Convido você então à conferir o som dessa banda.
Se você ainda não conhecia, te apresentei:

Luxúria, a banda.





















Fabrício Barreto, Meg Stock e eu.
Depois da Meg ter tirado os óculos vermelhos, lindos, que ela tava usando.

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Rafaela Gizzi

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Teatro que comigo foi Mágico

Lembra que no meu texto sobre o Grease eu disse que ia começar a fazer um “especial” sobre musicais e que não sabia quanto tempo ia durar o desejo?? Então, a vontade foi embora.

Começando...

Era quarta-feira, dia 30 de abri. Eu estava em meu local de serviço pensando na morte da bezerra e fazendo planos para meu feriado, quando meu celular toca. Era a Ariane, eu pensei: cara deve ser muito importante, ela quase não me liga no cel, só manda e-mail ou mensagem. Atendi.
- Alô, Charles?
Ela me chama de Charles!

- Fala Ari, que que manda???

- Então menino, consegui cortesias para o show do Teatro Mágico com o Firmino.
O Firmino é um amigo nosso que tem uma prima que consegue umas cortesias pra gente!

Fiquei mudo. Não curto muito os caras.

- Cara... Ta bom, eu vou. Mais não curto muito eles.

Ai desliguei o cel e comecei a pensar que música deles que eu conheço. Lembrei que uma vez a minha parceira de blog, Rafa Gizzi, cantou um refrão assim:

­Ana e o mar, mar e Ana!

FECHÔ!!!!
Porque de graça, até injeção na testa meu amigo!!!

Fui pro show sabendo apenas essas 4 palavrinhas e 3 artigos de um refrão de uma música que num fazia nem idéia de como se chamava.

Infelizmente na quarta-feira, teve uma porra de num sei o quê, que vi na televisão que fez com que – nossa quantos quês? – a temperatura caísse MUITO e garoou a noite inteira.

Chegamos ao local do show. Toca, esse era o nome.

Fui entrando e observando que tinha muita gente estranha no local. Gente pintada, com nariz de palhaço, muito emos, naquele frio vi umas meninas de saia. Nossa, pra quem gosta de diversidade, o Toca naquela fria noite era um açougue e tipos.

Toda hora eu resmungava que num sabia que que tava fazendo ali, já que não curtia eles e que isso e que aquilo.

Cheguei lá eram umas 22h40, fui direto para a parte coberta me aquecer. Chegando lá vi uns conhecidos e observei que aquelas pessoas de caras pintadas, estavam pintando outras caras. Pensei que poderia ser contagioso esse negócio de pintar a cara e vazei dali.

Fui mais apara perto do palco. Papo vai e papo vem. Quando deu uma e pouco da madrugada, começaram a entrar no palco.

Um bando de gente com roupas minis naquele frio muito grande, pintados de palhaços e fazendo um monte de estripulias no palco, mostrando ao público que existe diálogo entre as diversas maneiras de se fazer arte, música, poesia e dança. Palhaços, Djs, um rapper, malabaristas e músicos se misturam para fazer um espetáculo diferente.

O líder da trupe é Fernando Anitelli, que começa o espetáculo com uma poesia intitulada: Os opostos se distraem, os dispostos se atraem!

Até que é bem legal a poesia.

Depois começa o show. Musicas, conversa com o público e eu lá: O que que estou fazendo aqui.
Não conhecia nada de nada do Teatro Mágico. Aí, lá pela 5ª música, Fernando anunciou a Ana e o Mar.

Cara...

Essa música é linda, foi nesse momento que me rendi aos encantos do Teatro e me deixei levar pelo clima. Foi nesse momento que a Cibeli, irmã de um amigo se juntou a mim e me deu um nariz de palhaço para entrar mais no clima.

Não resisti.
Coloquei aquele nariz e pelos próximos 40 minutos de show me deixei levar. A magia do Teatro me envolveu naquele momento.

Mais se engana quem pensa que esse amor súbito pelo Teatro Mágico dura até hoje.

Confesso que toda estrutura do show é muito boa.

Durante as apresentações musicais, houve uma apresentação de uma moça que sobe no pano e desce e sobe, desce e sobe. E outra apresentação de trapézio. Vou dizer: esse, na minha opinião, foram dois dos três pontos altos da apresentação da trupe.

Gostei muito do ambiente, da batida da música, do figurino deles. Gostei de tudo. O que não me agrada são as letras.

Mas, como sou um futuro jornalista. Preciso me desvencilhar de todos os preconceitos e participar de eventos como esse “de coração aberto”.

Não estou aqui para falar mal deles. Apenas não me agradou.

Por isso cá estou escrevendo sobre a minha experiência com eles.

Depois de tudo isso que escrevi, vamos para aquela famosa pergunta que sempre faço depois do escrito.

Não conhece?

Então eu te apresento.

Esse foi o Teatro Mágico que também acabei de conhecer!!!!
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Carlos Nascimento Jr.

sábado, 26 de abril de 2008

Esse choro não tem lágrima

Bem, mais uma delícia de se ouvir que eu conheci no Altas Horas. Talvez muitos tenham assistido, visto que é um programa global e que, este sim, vale a pena ficar acordado até um pouco mais tarde no sábado para assistir.

No começo o Serginho Groisman sempre faz a chamada das atrações do programa. Fiz questão de prestar atenção, até porque se as atrações não me agradassem, eu já iria dormir. Então ele anunciou Sepultura, que já me convenceu ficar um pouquinho. Teatro Mágico, quis ficar mais. Choro das 3... me aguçou a curiosidade de tal forma que nem me lembro o resto que ele anunciou.

“Choro das 3” ... O que seria isso? Aquilo ficou martelando. Seria um grupo de teatro dramático? (entende-se dramático, na minha cabeça, por teatro triste, com choro, lágrimas...) Seriam três mulheres que se apresentavam chorando? Ou então uma pessoa chorando às 3hs da manhã? À tarde? ... A minha imaginação foi a mil.

Assisti Sepultura. Assisti o Teatro Mágico. E, enfim, ele chama o “Choro das 3”. Nem pisquei. Olhos vidrados na tela para saciar a minha curiosidade. Que nomezinho mais atrativo... E eis que entram no palco, três meninas, jovens, bonitas, cada uma com seu instrumento na mão. No palco já tinham 3 banquinhos, um do lado do outro mais a frente e dois mais ao fundo, preparados para a apresentação delas.

- Que óbvio, CHORO das 3 vem de chorinho, o primeiro gênero musical urbano do Brasil!!!

Resgatando na minha memória:

*Fui apresentada ao choro em um projeto que tem aqui na cidade, o Som da Concha (uma realização da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul que prevê apresentação de shows de artistas do Estado, em domingos alternados, com entrada gratuita e cobertura da TV e da Rádio da facul). Eu ainda estagiava na Uniderp FM e fui convocada para fazer flashs ao vivo do domingo em que o Som da Concha apresentaria, além de outra banda, Agemaduomi Regional de Choro. Vocês devem fazer idéia do quanto minha imaginação também trabalhou quando eu ouvi “Agemaduomi”, né?!

Fui cobrir o evento. Chegando lá, cinco homens, com aproximadamente a idade do meu pai, sentaram e mandaram bala. Gente... Eu fiquei admirada! Amei. Foi assim, amor a primeira vista mesmo. Até aquele dia eu era uma ignorante em relação ao choro. (Confesso que fico um pouco acanhada em falar isso, mas é verdade). Tá, ignorante no sentido de que eu nunca tinha parado para apreciá-lo... Mas aquela apresentação marcou!!! Que delícia de choro. Fui embora de lá fascinada, cantarolando e dançandinho aquele som.*

Voltando ao “Choro das 3”, enquanto eu via a apresentação delas, me lembrava da apresentação da Agemaduomi. Eles com idade avançada e elas, tão novinhas, mas uma coisa que ligava: O som tão bom quanto!

Três irmãs. Lindas. Simpáticas. [...] Talentossísimas! Corina na flauta, Elisa com o bandolim e Lia manda a ver no violão de 7 cordas. No programa, as três ficaram mais a frente, o pai Eduardo, que (claro) também é músico, sentou mais atrás com o pandeiro e do outro lado um amigo mandava ver no cavaco de centro.

Gente, Choro é uma coisa deliciosa de se ouvir. Na rápida participação delas no programa, mandaram o “Tico Tico no Fubá”. Excelente!!!! Dá vontade de tocar junto, mesmo não sabendo nem segurar em nenhum instrumento... A perna fica balançando com o ritmo da música... É contagiante.

Assim que elas foram embora, me senti satisfeita. Com a curiosidade saciada. Pronta para dormir e procurar mais sobre elas na internet, pra apresentá-las pra vocês! Nas buscas (pra minha surpresa) encontrei o blog delas, que é claro, fiz questão de comentar! Encontrei também duas comunidades no orkut e vários outros links que já já eu apresento.

Pelo que eu percebi elas já foram no Jô e parece que já passaram até pelo Jornal Hoje. Já estão com o CD à venda! Que por sinal eu achei a capa excelente!! Elas mesmas que produziram, gravaram e mixaram o CD. Agora me fala, nossos ouvidos não clamam por um pouco mais disso hoje em dia??!

Mais três garotas que entraram para o meu livro de raridades. São essas coisas boas de se ouvir que me fazem acreditar que nem tudo está perdido. Elas entraram no universo musical com uns 7, 8 anos. E a partir daí só foram evoluindo... Se apresentavam antes com o nome de Balaio de Gato e sempre fazem shows nas noites em barzinhos.

Se quiserem saber mias de cada uma, você pode encontrar no release delas. Se eu fosse falar mais, não terminaria esse texto tão cedo.

Pronto!

Não conhece? Eu te apresento: “Choro das 3”
Vasculhem o site delas!!
Se deliciem com os vídeos do youtube!
Confiram o meu primeiro contato com o trabalho delas no Altas Horas!
E o clipe que elas fizeram quando ainda tinham o antigo nome de Balaio de Gato.
Sem esquecer do (famoso no meio artístico) myspace.

Hoje eu te apresentei [um pouquinho de Agemaduomi Regional de Choro e] o Choro das 3!

Espero que gostem...
Abraços!

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Rafaela Gizzi

terça-feira, 22 de abril de 2008

Os tempos da brilhantina voltaram

Pra começar já vou falando que num teve texto ontem, 21 de abril, por causa do feriado. Estava OFF do mundo, isto é, passei o dia todo dormindo. DELÍCIA.

Então...

A partir de hoje eu vou começar falar sobre alguns filmes musicais. Não sei quanto tempo vai durar o meu desejo de escrever sobre eles. Porém, que seja eterno enquanto dure.

Essa semana vocês irão conhecer Grease – Nos tempos da Brilhantina. Filme rodado em 1978 baseado em um musical da Broadway, que retrata os romances e desilusões de Danny, Sandy e seus amigos, no final dos anos 50, usando como cenário o colégio Rydell High.

Logo de cara já vou colocar o enredo do filme, para ninguém ficar reclamando que só comentei as músicas.

“Na Califórnia na década de 50, Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), um casal de estudantes, trocam juras de amor mas se separam, pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy por acaso se matricula na escola de Danny. Para fazer gênero ele infantilmente lhe dá uma esnobada, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da época.”

Confesso que quando eu conheci o filme, a primeira pergunta que me veio a cabeça foi: que diabos era brilhantina? Ai fui eu lá pesquisar e descobri que, de acordo com o mini dicionário Aurélio, é um cosmético para dar brilho e assentar o cabelo. Só depois de ler o significado de brilhantina, que fui entender a abertura do filme. E saber que toda ela foi composta por Barry Gibb, um dos Bee Gees e cantada por Frankie Valli, do grupo Frankie Valli & The Four Seasons.

Pra quem pensa que meu texto será de parágrafos e mais parágrafos falando do enredo do filme se enganou. Irei tentar ludibriar os que estão lendo a assistir o filme. Porém, não tem como eu falar de Grease sem pelo menos citar algumas de suas cenas.

Como por exemplo, a cena inicial que mostra Danny e Sandy se amando, sem sentido sexual, em uma praia. Essa cena lembra muito o filme de 1953 A um passo da Eternidade, em que o galão da história o Sargento Warden, de Burt Lancaster, se entrega a paixão com Deborah Kerr, também em uma praia. Assim como A um passo da Eternidade, Grease também mostra os dois estão deitados na areia de uma praia deserta, se abraçando, deixando as ondas passar por seus corpos.

Comparações a parte, Grease foi um filme que teve orçamento de 6 milhões de dólares. E arrecadou US$ 360 milhões nas bilheterias de todo o planeta. Impossível alguém nunca ter ouvido falar em Grease, pois desde sua estréia ele sempre figurou entre os mais locados e os mais pedidos na emissoras de televisão.

Atire a primeira pipoca quem nunca assistiu Grease na Seção da Tarde ou no Cinema em Casa!

Algo muito legal de se contar, é que apesar do filme tratar da temática adolescente, a maior parte do elenco já tinha passado dessa fase em 1977. John Travolta tinha 24 anos; Jeff Conaway, Michael Tucci (Sonny), Barry Pearl (Doody) e Didi Conn (Frenchy) tinham 28; Olivia Newton-John, 29; Jamie Donnelly (Jam), 30 e Stockard Channing era a mais velha com 34 anos. Apenas Dinah Manoff (Marty) e Lorenzo Lamas (Tom) eram os caçulas do elenco. Ambos com 19 anos.

Na minha opinião, as músicas mais legais do filme são Summer Nights – onde Danny e Sandy contam como foram as férias de verão, cada um na sua versão; Look at me I'm Sandra Dee – em que Rizz tira sarro de Sandy por ela ser tão virginal; e a mais famosa e que fecha o filme You're the one that I want – onde Sandy muda seu jeito de ser só para agradar Danny, e ele faz a mesma coisa, se tornando um esportista.

Em geral, Grease mostra os conflitos entre os T-Birds e as Pink Ladies. Isto é, o velho conflito entre os meninos e neninas. Quem é o mais esperto? O mais popular? Essas e outras perguntas tão comuns da adolescência podem ser conferidas no filme.

Esse ano Grease está comemorando 30 anos de sucesso. E, como a data não pode passar em branco, Paramont lançou o DVD duplo Rockin’Edition, onde vem o filme todo remasterizado no DVD 1 e no DVD 2 entrevistas, músicas, fotos, festa dos 25 anos, entre outras delicias de Grease. Ele vem em duas versões, uma para os meninos – que eu tenho, e outra para as meninas.

Grease foi um filme que os produtores não acreditavam que ia estourar. Enganaram-se. Em uma das muitas entrevistas que vi John Travolta conceder, ele disse que Grease faz parte da cultura americana e que sabe da cultura de muitas outras culturas.

E, para terminar olha essa informação que eu li semana passada em algum site. Que a Sandy, da ex dupla que vive se encontrando Sandy&Junior, tem esse nome por causa que a Noely – mãe deles, adorou o filme. Viram só, Grease também é fonte de inspiração. Rsrsrsrsrsrsrs! Não sei como eu consegui viver até aquele momento sem aquela informação. Agora cabe a mim, como futuro jornalista, passar a informação adiante.

Agora eu te pergunto mais uma vez:

Não conhece? Eu te apresento!

Esse foi Grease – Nos tempos da Brilhantina.
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Carlos Nascimento Jr.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

“Desventuras em série”

Prepare-se, você lerá uma vivência que dois acadêmicos de jornalismo tiveram para executar uma pauta (para a TV Pantanal e site Unifolha) que tem um cheiro não muuito agradável...
Se você ainda não conhece um curtume, delicie-se com a nossa experiência! Hehehe...

O começo do dilema:

6h30 – Eu acordei ansiosíssimo para o grande dia. O dia em que eu iria conhecer o curtume!

7h – E eu, preguiçosa, estava na minha cama decidindo se iria ou não levantar e topar passar uma manhã mal cheirosa em um ambiente desconhecido. Depois de relutar um pouco resolvi que seria, no mínimo, interessante conhecer um lugar tão famoso pelo cheiro, o curtume.

7h30 – O ponto de encontro é a TV Pantanal. Os cinegrafistas não estavam tão animados. Uns riam e se aliviavam de não ter que ir, enquanto os que foram escalados ficavam imaginando e descrevendo o mau cheiro.

7h45 – Entramos no carro, um pouco apreensivos, mas também super curiosos com aquele lugar que NUNCA tínhamos ido, somente escutado falar. Falar mal, LÓGICO.

O início da aventura:

8h – Até que enfim, saímos do meio urbano. Percebemos isso porque não víamos mais aquelas construções e nosso caminho estava mais verde, não mais cinza. A ansiedade ia aumentando, e nós íamos tentando adivinhar qual cheiro nos aguardava! Durante a “viagem” nos lembramos da descrição que nossa amiga Cidiana fez a cerca do cheirinho:

- Pega um dia que em você comeu: feijoada, batata-doce, repolho, bife acebolado, ovo, e todas aquelas comidas que não dão um retorno muito bom. Solta um pum. Agora você multiplica por mil. PRONTO! Esse é o cheiro do curtume.

Depois dessa explicação não muito amigável, conseguimos seguir o resto da viagem muito mais animados.

8h45 – Ufa! Chegamos. Curtume Campo Grande. Localizado em Indubrasil, distrito de Campo Grande. Agora você deve estar se perguntando, por que demoramos tanto pra chegar. A resposta é simples: nos perdemos. ÓBVIO!!!!! Parar para perguntar? Nem pensamos nisso. Nossa cabeça estava totalmente no cheiro.

O curtume

Pra quem não sabe, o curtume é a indústria que transforma a pele do animal em couro e tem por finalidade deixa-lo utilizável para a indústria e o atacado.

A princípio tudo parecia normal. Nenhum cheiro forte invadia o carro que estava com os vidros fechados. Segundo o Jeff, auxiliar de cinegrafista, é porque o dia não estava tão quente.

Fomos enganados. O grosso estava lá dentro.

Entramos adivinha como? Com os dedos no nariz. Apertando com toda força possível e tentando não respirar pela boca, porque senão engolíamos o cheiro. E isso é muuuuuito mais nojento!

Fomos os 4. Nós, o cinegrafista e o auxiliar. Além do funcionário do curtume que foi incumbido de nos apresentar o local. Lá, ele nos apresentou as quatro etapas de beneficiamento que o curtume faz.

A primeira delas é a etapa do pré-descarne, que serve para tirar todo o sebo do boi que fica na pele. Essa é a mais podre de todas, pois cheira carniça. A segunda etapa é a depilação, que deixa a pele do animal lisinha. Depois, acontece à divisão das peças, e por último acontece o curtimento, que serve para evitar que o couro não apodreça, fazendo-o durar até 100 anos.

As etapas:

Parte I

Assim que entramos em uma das três partes do “barracão”, fomos apresentados ao fulão, que é um grande barril de madeira onde o couro recebe uma “ducha” para limpeza. O cheiro era impossível. Mais o pior mesmo estava por vir. De repente, não mais que de repente, chega um caminhão cheio, dissemos CHEIO, de couro recém tirado dos coitados dos boizinhos. É uma visão agradabilíssima, acredite!

Quando vimos, dois homens já tinham subido na caçamba e começaram a jogar aquelas peles no chão. Detalhe, um deles estava sem luva. Paramos por aqui. O resto fica a cargo de seu pensamento.

Nessa primeira parte, vimos também a descarnadeira, que como o nome, não é nem um pouco agradável de ver, tampouco de sentir. É ali que o sebo é retirado da pele. Esse sebo segue por um cano, que parece que vai estourar, e cai em uma espécie de piscina dos prazeres. Onde quem cai ali nunca mais tem prazer na vida. E é bem nessa piscininha que o cheiro é mais forte.

Parte II

Descemos uma rampinha e vimos o inferno. Um monte de pessoas suadas, trabalhando com aquelas peles húmidas que, para nós, eram um tanto quanto nojentas. Não tem como esquecer aquela mulher morena, de cabelos loiros, uniforme azul, bota branca de açougueiro, uma faca e um amolador dentro da bota e uma outra faca na mão. Ela mascava o que suspeitamos ser chiclete, pelo menos queremos imaginar que seja! A expressão dessa mulher era macabra, ela amolava a faca sem dó nem piedade e cortava as pontas do couro que estavam amontoados numa mesa, e com a mesma voracidade que ela cortava os pedaços, jogava-os no chão sem nem olhar pra trás, nos atingindo. Quando ela percebeu nossa presença lá, fixou os olhos em nós e exclamou:

“Vocês sabem do que é feito chiclete? E vocês gostam de gelatina?? É tudo feito disso aí que ta no chão... hahahaha...” Ela riu da nossa cara de apavorados.

Para chegar ao outro lado do barracão, tínhamos que passar embaixo de um cano que pingava gotas de sei lá o que. A Rafaela avisou daquele cano. E quando passamos debaixo dele, ela passa justamente onde cai a gota daquele líquido. Um grito assoa o barracão. “Que nooojo!!!!” Dessa vez todo mundo riu!

É chegada a hora de o Carlos Celso fazer a passagem, que é quando o repórter aparece no vídeo. Com uma camisa social já começando a ficar molhada de suor, ele pede para a “louca da faca” fazer o favor de maneirar onde ela jogava aqueles pedacinhos de couro, para não acerta-lo e então atrapalhar a gravação. Foi a mesma coisa de falar com o fulão (aquele barril de madeira que o couro fica dentro, lembra?).

Parte III

Chegamos à parte menos fedida do processo, menos fedida, mas não menos nojenta. É onde o couro recebe outro banho (nem com tanto banho o cheiro melhora) com compostos químicos que fazem com que ele fique azul, chegando ao estágio wet-blue.

Nesse lugar tem uma máquina que corta o couro no meio, horizontalmente. A parte de cima é em sua maioria aproveitada para exportação, seria o couro nobre e o Brasil sente um pouco só do cheiro dessa parte do couro. A camada debaixo é a conhecida como camurça.

Depois de cortado e embalado, um caminhão vem e leva toda a mercadoria que é separada conforme qualidade e pedido das indústrias.

O Fim

10h45 – Duas horas depois, nossas narinas já estavam quase, como diz o ditado popular, curtidas. Pensamos que não íamos mais nos importar com o cheiro. Mero engano! O sol estava “de rachar a moleira” e o cheiro piorou. Ainda bem estávamos indo embora. Na caminhada de volta ao carro, passamos por um corredor onde quanto mais subíamos, mais forte ficava o mau cheiro. Enfim chegamos no carro. Entramos e começamos a rir. Cada um se sentia mais podre que o outro. Era como se aquele odor tivesse impregnado na pele, na roupa, no cabelo... Em tudo! Voltamos de vidro aberto.

Conclusão

Carlos Celso: Valeu a pena a ansiedade, adorei conhecer o curtume. A minha matéria será a principal do programa Agro & Ambiente do mês de maio!

Rafaela: É, o sacrifício de acordar cedo valeu a pena. Foi uma experiência inesquecível. E o cheiro (?!?) não é tão ruim quanto o descrito pela Cidiana.


¹Estágio 'wet-blue': o couro está pronto pra ser vendido







²Carlos Celso entrevistando um funcionário do curtume







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Carlos Nascimento Jr. e Rafaela Gizzi

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Som e Sangue

Essa banda vai mexer com os seus sentidos... Então, prepare-se para mergulhar num som que ou você ama, ou odeia!

Putred Flesh é o nome.
Hazarmaveti (bateria e voz), Uz (guitarra e canto) e Bode (baixo) se uniram em 2005 e montaram a banda para trazer pro público de Campo Grande muita música pesada e uma mistura meio louca: a temática cristã com vômitos e escarros.
Ainda na primeira formação, eles aproveitaram a estréia nos palcos e gravaram o primeiro demo-tape, o Putred Flesh ao vivo “Rock in Sunday”. Depois de um ano, o baixista Bode sai da banda e faz com que Hazarmaveti e Uz adiem os planos de gravarem o primeiro CD. Um velho amigo baixista, o Mesaque de Tarso, é convidado para fazer parte da banda e leva para a Putred Flesh uma influência do Death Metal. Nessa nova formação eles correm atrás da gravação do CD “Potrifagia”, gravado em 2007, que traz 21 faixas de Grind Noise Splatter. Das 21 músicas, destaque para Mutilação, Suicídio do Monge e Amanhecer no Inferno.

A princípio tudo pode parecer muito bizarro. Se você dá de cara com a banda, sem estar preparado pode levar um choque, como eu levei ao tentar assistir o vídeo que traz o nome de Sangue.
Talvez eu nem consiga descrever no texto como é realmente uma apresentação deles... Muita gritaria, sangue, cor preta, som alto e pesado... Tudo que irá tirar você da sua sintonia.
E foi justamente por ser uma banda diferente dessas que nós conhecemos e apresentamos pra você até agora que eu escolhi a Putred Flesh para apresentar-lhe.
Conheci os caras numa apresentação no Festival Universitário da Canção de Campo Grande, todos vestidos como se fossem apresentar um teatro, com roupas de enfermeiros e luvas cirúrgicas eles entraram no palco e começaram a mandar o som, sempre jogando os cabelos longos para frente e “batendo cabeça”, levando à loucura os fãs que acompanham a banda onde quer que eles estejam.
Muita gente ainda tem preconceito quando se falam em banda cristã. Acham que essas bandas devem ficar dentro da igreja e mandar um som leve, quase um hino tradicional. Mas a Putred Flesh veio com fome para desmistificar essa idéia preconceituosa da cabeça de muita gente e lutam pela união do underground, correm atrás dos seus ideais gnósticos, além de quererem respeito pela opção de mandar esse estilo “meio louco” para muita gente. Eles provam que banda cristã também pode mandar um “rock paulera” para o público cético, cristão ou ateu.

Como toda banda que busca seu espaço, Putred Flesh tem um myspace que traz algumas faixas do CD.
Eles têm também uma comunidade no orkut onde une os admiradores do som.
A música que leva o nome do álbum “Potrifagia” tem um clipe gravado e publicado a pouco tempo no youtube.
E se quiser se arrepiar um pouco, não mais que assistindo o clipe Sangue, pode dar uma olhadinha nas fotos dos caras da banda.
Tem esse site que você pode dar uma bisbilhotada sobre a banda.

Um detalhe muito importante: Nenhum dos integrantes da banda sai aí pelo meio musical mandando uma banda a mais sem saberem o que estavam fazendo. Todos eles têm princípios e a banda tem um fundamento bíblico. E se isso te incitou a curiosidade, só mesmo falando com eles.

A Putred Flesh tem um estilo único que por mais que eu tentei, não consegui traduzir muito bem no texto. A minha intenção foi mesmo incitar a sua curiosidade, ou repulsa.
Essa mistura de música, sangue, escarros e vísceras me chamaram a atenção. No meu pouco conhecimento musical, eu ainda não tinha conhecido nenhuma outra banda semelhante, com tanta iniciativa e coragem. Você conhecia?
Mas e aí? Gostou? ...Lembrando que nem Jesus agradou a todos, né?!
Enfim,
Essa é a Putred Flesh. Uma banda cristã um pouquinho diferente daquilo que você imagina e/ou imaginou se tratar de um som “crente”.
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Rafaela Gizzi

segunda-feira, 31 de março de 2008

Fruta Manga com sabor musical


Lendo que minha amiga Rafaela conheceu a Mallu no programa Altas Horas, fiquei pensando:

- Cara, esse Altas Horas parece ninho de novidades musicais.

Vou contar o porquê que acho isso. Num passado, não muito distante, eu estava puto da vida por que ninguém tinha me ligado pra sair e todos que eu ligava não queriam sair. Aí, quem não tem nada pra fazer sábado de noite faz o que? Isso mesmo! Assisti ao programa do Serginho.

E foi isso que eu fiz. No começo eu achei um porre, mas nem adianta me perguntar que eu não lembro quem eram as atrações. Aí, de repente, não mais do que de repente, Serginho chama uma cantora que como disse ele: PROMETIA.

Já fiquei todo empolgado...

Quando ele chamou aquele nome, veio um menina/mulher, arrasando na canção Vacilão, aquela que o Zeca Pagodinho canta do cara bêbado que faz um monte de coisa. Adorei escutar aquela voz doce, sem compromisso. Tava na cara que a cantora sabia o que estava fazendo.

O nome dela???

Mariana Aydar.

Já ouviu falar??? Não?

Então...

Desde o primeiro momento que vi todo potencial dessa cantora, sabia que estava nascendo uma estrela. Mariana segue o mesmo ritmo das cantoras da nova geração, como a descabelada, porém talentosíssima, Vanessa da Mata. No entanto, ao contrário de muitas delas, vai beber em outras fontes, como o jazz, forró, reggae, samba, criando um som gostoso de se escutar a qualquer hora do dia.

Mariana cresceu entre camarins, ensaios, estúdios, backstages e outros lugares que músicos costumam ir, por causa de sua mãe, a produtora musical Bia Aydar e seu pai, o músico Mario Manga. Talvez por toda essa infância rodeada de música é que ela consegue ser tão espontânea no palco.

No palco de Altas Horas, cantou outras duas canções. A famigerada Vai Vadiar, de Zeca Pagodinho; e Maior é Deus, uma canção muito delícia de se escutar e muito conhecida, porém não me recordo quem canta.

No final do quadro, Mariana foi embora e me deixou na expectativa de conseguir escuta-lá mais uma vez. Muito tempo se passou e eu só escutando Mariana Aydar pelo Youtube e por outros sites que nem me recordo.

Aqui em Campo Grande foi impossível conseguir o CD dessa mulher. Fui a todas, eu disse TODAS, as lojas que vendem CD e nada. Quando eu perguntava:

- Você tem o CD da Mariana Aydar?

Sempre me respondiam:

- Quem que é essa? Eu não conheço não e nem temos previsão!

Cara, como assim quem é Mariana Aydar? Ela é a cantora mais revelação que eu já vi. Surgiu na minha vida do nada e conseguiu um espaço dentro do meu gosto musical que somente a Banda Calypso (esse é um dos meus lados brega!) conseguiu ocupar.


Quando escuto aquela voz que não me atrevo a definir, mais que tem um encanto maravilhoso, sempre esqueço e tudo e fico hipnotizado pelas suas músicas.

Infelizmente, tem apenas um CD lançado, o Kavita 1, que significa Poema em sânscrito, que é uma língua clássica da Índia antiga que influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais. Olha só, até no nome do CD a cantora nos convida a algo diferente.

No seu CD, de apenas 12 músicas, ao lado de Menino das Laranjas - samba-jazz composto por Théo de Barros e lançado por Elis Regina em 1965, aparece Deixa o Verão, de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), compositor da nova geração. Já o samba Zé do Caroço, composto por Leci Brandão, que participa do CD, aproxima Mariana do samba mais tradicional. Outra participação de peso no CD é a de Chico César, que compôs a faixa Prainha especialmente para a cantora. Dominguinhos empresta sua sanfona em Onde Esta Você?, um xote da Banda Caruá (da qual ela já foi vocalista) que, na versão da cantora, virou um reggae.

Quando Mariana é questionada sobre o porquê do repertório do CD, apenas fala que gosta de muitos estilos dentro da música brasileira e internacional. “Quando fui escolher o repertório, não me impus restrições e o resultado realmente foi bastante eclético”. Realmente toda essa pluralidade de estilos e movimentos musicais pode ser definida por Kavita 1.

Toda essa fúria de cantar, fez com que Mariana fosse convidada para participar do Som Brasil – Caetano, programa que a Rede Globo homenageia os grandes cantores. Na participação da cantora, sua belíssima voz deu vida à canção Beleza Pura e Força Estranha. Seria “um pecado” da minha parte se dissesse que as músicas ficaram mais arranjadas em voz, mais que é verdade ah isso sim.

Nossa...

Quase me esqueci de dizer como consegui o CD dela. Como aconteceu com Amy Winehouse, eu estava de férias e São Paulo e resolvi andar em busca de coisas novas, quando lembrei que estava na cidade que com certeza encontraria seu disco. Porém aconteceu o contrário do que eu imaginava. Depois de muito andar, para ser mais preciso depois da sétima loja que entrei, consegui comprá-lo. Cheguei correndo na casa onde estava e fui escutá-la. Um sonho realizado.

Quer conhecer Mariana Aydar, clique aqui. Ou vá até o Youtube e veja alguns dos vídeos que comentei. E, assim como Mallu Magalhães, você também pode conferir algumas de suas músicas no seu perfil do myspace.

Tenho certeza. Você não vai se arrepender.

Minha música preferida?
Minha Missão

Agora vamos as formalidades:

Não conhece? Eu te apresento!!
Essa é Mariana Aydar.
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Carlos Nascimento Jr.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Manhêê... Quero ouvir Mallu!!!

Agora eu te apresento uma menininha que faz som de gente grande!!!

Num sábado de madrugada, me preparando para dormir e acordar no domingo às 7hrs da manhã, eu ligo a TV enquanto arrumo a cama. Passado da meia noite está no ar a metade do programa Altas Horas, com Zeca Pagodinho e MV Bill, entre outros convidados que não me recordo.

Depois de umas perguntinhas aqui e outras ali, o Serginho chama uma convidada. Entra na cena uma menina, meio perdida, olhando para todos os lados como se estivesse fascinada com aquele público fitando seus movimentos.

A menina senta, com o violão apoiado nas pernas, uma gaita no pescoço e um chapeuzinho na cabeça. Como um bom e antigo apresentador de televisão, Serginho soube conduzir muito bem a entrevista com aquela mocinha com seus poucos 15 anos de vida, mas muito, muito talento ‘nas costas’.

Fiquei vidrada na TV só para ver o que Mallu Magalhães, “com dois eles”, como ela fez questão de frisar, iria apresentar naquele palco. Suas respostas eram breves, de impulso, exatamente como um adolescente conversa. Num tom cheio de nervosismo ela topa dar uma palhinha de uma de suas músicas. Mandou o refrão, que já foi o suficiente pra me deixar mais vidrada ainda esperando vê-la tocar uma música inteira.

Mallu foi ao Altas Horas porque ela é sucesso na internet. Seu myspace tem mais de 300 mil acessos. No site tem 4 músicas postadas, uma foto com tom envelhecido de uma quase criança de óculo e diversos comentários que se somam a cada minuto. Pessoas adicionando, elogiando, parabenizando... Vários fãs que ela conquistou em, pelo que me parece, pouco tempo.

Mallu não encanta só pela carinha simpática e pelo jeitinho tímido que chega parecer bobo, ela encanta pela -falta- de presença no palco. Pela sua autenticidade. Não procura imitar nenhum outro artista. Não quer ser ninguém, além dela mesma. Não precisa ter aquela presença de palco transbordando de simpatia para pedir pro público bater palmas e ‘tirar o pé do chão’. Ela não precisa de nada disso. Basta apenas dar as dedilhadas no seu violão e abrir a boca para cantar suas músicas. Músicas essas que ela mesma compôs. Compõe desde os 13 anos e já pode gravar quatro músicas com o dinheiro dos presentes que ganharia no aniversário de 15 anos.

Há quanto tempo eu não ouvia um som desses? Nem sei... Só sei que tocar Mallu para um país onde se dão valor à Dança do Créu, é como jogar pérola aos porcos. Como fazer a meninada se apaixonar pelo belo enquanto elas, da idade de Mallu Magalhães, crescem cantando e dançando no Bonde das Novinhas?

Enquanto nos fazem engolir certos lixos musicais, nos recompomos encontrando músicas como a de Mallu, que te embalam num ritmo gostoso, com toda uma melodia que não faz apelos. E ainda, a pequena Mallu compõe em inglês. Eu não critico isso, porque o talento e o encanto dessa garota nem faz percebermos que suas músicas brasileiras são cantadas numa língua estrangeira. Deixa o bom português -chulo- pra esses funcks da vida. O porquê dela compor em inglês? Bem, com aquele jeitinhu bobo adolescente dela, afirma meio não afirmando que é para a pessoa para quem ela compõe não perceba explicitamente que a música é pra ela.

Depois de assistir o Altas Horas fui dormir pensando em procurá-la na internet no dia seguinte para conferir as outras obras de arte daquela menina. Apaixonei-me mais ainda. Eu apostaria nessa garota. Mas apostaria por mim mesma e não por essa população que quase morre pra ver um MC cantando e dançando com suas ‘popozudas’ o “Crééééuu... Crééééuuu...”. Ah se todos os adolescentes que se dizem apaixonados pela música viessem a compor, tocar e cantar obras primas como as músicas dessa pequena Mallu.

O myspace de Mallu Magalhães tinha 335286 visitas, contados na minha última visita à sua página. Minutos depois, dei um F5 para conferir se esse sucesso virtual é realmente tudo isso... Deparei-me com 218 acessos a mais. É... Parece que a menina ta crescendo mesmo!

O estilo de Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães é o folk. Mas ela mesma afirma não ter um estilo único. Pra mim, o estilo dela é um pouco de tudo o que é bom.

Não gosto de chamá-la de “sensação do momento”. Isso dá um ar de sucesso efêmero. Prefiro ter esperanças de que nem tudo o que é bom dura pouco.

Bem, das suas poucas composições, escolho “Don't you leave me”. Além de uma em português que eu gosto muito: Vanguart

A minha favorita, entre as outras músicas, você pode conferir no myspace dela.
Pode assistí-la no youtube também!
E se quiser, visite o perfil dela no orkut.
Mas se quiser saber mais ainda, aí você pode recorrer ao google! =)


PS: Olhando para essa foto, que é da página do Jornal do Brasil, que eu copiei do orkut da Mallu, dei um destaque num título de uma matéria ali... percebemos que ela tem uma certa ligação com Amy Winehouse, né?!

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Rafaela Gizzi

Escute e Amy-a

Ou usurpando o título que vi em uma reportagem na Playboy do mês de fevereiro, posso usar também Amy ou deixe-a, como subtítulo.

Logo no começo desse ano eu estava de férias em São Paulo e resolvi ir a um de seus cartões postais...

Fui ao shopping. LÓGICO.

A primeira coisa que fiz, foi ir a uma livraria para ver o que a grande capital da cultura tinha a me oferecer em termos de novidades.

Chegando à livraria. Parece que entrei em um mundo paralelo, de tão grande e completa que ela era. Tinha muuuitas seções de variadas coisas. Atentei-me a grande sala que era reservada para o audiovisual. Um mundo de paredes cinzas e carpetes pretos. Cheia de gôndolas com todos os estilos musicas que existem.

Assim que cheguei onde estavam os CD’s e DVD’s a escutei. Uma cantora da qual eu não conhecia a voz e que me agradou desde o primeiro instante. Chamei a mocinha que trabalhava lá e perguntei:

- Moça, tenho duas perguntas. A primeira é quem é essa negra que está cantando e quanto custa seu disco.

A moça apenas riu e disse:

- Ih, meu amigo acho que vou ter de decepcionar você. Ela não é negra não, é tão branca quanto eu.

E olha que a atendente era de uma pela muito clara.

Cara...

Fiquei imaginando como uma mulher naquela voz poderia ser branca. Uma voz que lembrava Billie Holiday, a maior interprete do Jazz que esse mundo já ouviu, misturado com o forte tom de voz das negras que cantam Soul Music nos Estados Unidos.

A voz que escutei pertence a uma Londrina que se chama Amy Winehouse. Uma cantora de olhos marcantes e canção na voz de fogo.

Você provavelmente nunca escutou falar dela, mais com certeza já escutou sua voz. Ela é dona da canção Rehab, que toca toda hora nas rádios de Campo Grande.

Muitos me perguntam como eu posso escutar uma mulher que ninguém conhece e que ainda por cima está sempre nos noticiários “fofoquísticos” internacionais por sua conduta duvidosa em relação às drogas e relacionamento.

Eu simplesmente respondo:

- Eu adoro sua voz e como se porta no palco, e digo mais, não me interessa o que ela faz de sua vida pessoal, desde que não pare de cantar.

Como suas músicas são em inglês, eu tenho de recorrer aos bons e velhos sites de letras para ver o que significa o que ela canta.

Suas letras falam de decepções amorosas, conflitos internos, relacionamentos familiares. Resumindo, quem quer saber de sua vida recorra a suas músicas e descobrirá.

Sua aparência é outro diferencial. Seu cabelo é único. As roupas que usa em palco são exclusivas. E para terminar, seu corpo é recheado de tatuagens.

Seu primeiro CD – Frank – foi lançado em 2003 somente em Londres e poucos fora do mundo musical alternativo conheceram ela na época de lançamento. Porém, foi depois de 3 anos, quando lançou Back to Black estourou e teve reconhecimento internacional.

Sua música foi além-mar e invadiu os Estados Unidos com força total. Em 2007, lançou o CD Back to Black – Duplo, que lhe rendeu 5 prêmios no 50º Grammy Awards – o mais importante prêmio da indústria discográfica norte-americana, do ano de 2008. Os prêmios foram: Gravação do Ano e Álbum Pop (Back to black), Artista Revelação, Melhor Canção e Melhor Performance Vocal Pop Feminina (ambas por "Rehab"). Para os curiosos de plantão, escute Back do Black, a canção tema do segundo CD de Amy.

Mas, como nem tudo são flores. Amy não foi autorizada e entrar nos EUA por estar em um programa de reabilitação. Mas, via-satélite, apresentou duas músicas no Grammy, You know I'm no good e Rehab.

Logo no final de 2007, Amy gravou seu primeiro DVD “I told you i was trouble”, com tradução literal de “Eu te disse que eu era problema”. Bem ao estilo dessa cantora irreverente que merece o merecido destaque.

Seu estilo passado pelo jazz, hip hop, romântico, pop, e diversos outros que defino como wineestilohouse.

Bom...

Depois de quase 2 horas dentro da seção de CD’s e DVD’s acabei comprando o DVD e encomendando o CD duplo, que infelizmente chegou depois de 2 semanas que eu estava em Campo Grande na loja que eu havia pedido em São Paulo.

Hoje, meu DVD já passou nas mãos de muitos amigos, pois faço questão de apresentar Amy como uma das melhores cantoras do século XXI. E, por incrível que pareça (?!), todos eles compartilham da minha opinião.

Qual minha música favorita?
Me And Mr Jones.

Conheça-a você também no http://www.amywinehouse.co.uk/ . Acesse e deixe a música rolar. Ou vá até o http://www.youtube.com/ e coloque pra pesquisar Amy Winehouse.

Escute e veja essa cantora que ainda vai dar o que falar.

Não conhece?? Eu te apresento!!
Essa é Amy Winehouse

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Carlos Nascimento Jr.

terça-feira, 18 de março de 2008

Olá amiguinho! Seja muito bem vindo.


Considerando que gostamos muito de escrever, descobrimos e gostamos de algumas raridades no meio artístisco e estudamos Jornalismo na mesma sala... Rafaela Gizzi (eu) e Carlos Nascimento Jr. (Carlos Celso) pensamos em criar um blog para publicar nossos textos e deixá-los vagando por entre outros zilhões de blogs perdidos pelo mundo virtual.

Como nós, até o momento, só havíamos pensado em criar esse blog e ficávamos alimentando-o sem nem mesmo existir... Eu então tomei partido e criei o espaço.

Para não ficar só com um espaço a mais na esfera virtual decidi fazer uma pequena apresentação nossa e um boas-vindas aos que nos visitam.

E para esclarecimento, o nome do blog 'eu te apresento' é uma prévia sobre o que pretendemos publicar: Textos com novidades no meio artístico, ou não, que encontramos e gostamos, ou não.

Não garanto que não venha a ser publicado um textinho de desabafo, ou algo assim. Eu particularmente adóro desabafar minhas indignações nos textos. Mas relaxa, é tudo muito light.

Bem, apresentações previamente feitas, seja(m) bem vindo(s) ao nosso Blog. Espero que tenha um conteúdo que te agrade e que faça-o voltar novamente. Apresentações mais aprofundadas serão publicadas com o tempo. E sempre com um toque narrativo. Jornalismo Literário: Não conhece? Eu te apresento.

Pra você, um efusivo aperto de mão, Deus te abençoe e... Volte sempre!

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Rafa Gizzi